No último sábado (21/10/2023), uma multidão de aproximadamente 100 mil pessoas marchou pelas ruas de Londres, clamando pelo “fim da guerra em Gaza” e demonstrando solidariedade aos palestinos. O protesto ocorreu duas semanas após um ataque sangrento do grupo Hamas em Israel, que desencadeou uma resposta violenta na Faixa de Gaza.
Milhares de manifestantes, incluindo famílias e grupos de todas as idades, se reuniram na área de Marble Arch, no centro de Londres. A marcha seguiu em direção a Whitehall, a rua que leva à Downing Street, onde ficam os escritórios oficiais do primeiro-ministro britânico. Os participantes entoaram cânticos como “Palestina livre” e empunharam dezenas de bandeiras palestinas, bem como cartazes com mensagens como “Gaza: parem o massacre” e “Parem a ocupação”. A manifestação já contava com quase 100.000 pessoas por volta das 14 horas (hora local), de acordo com informações da polícia de Londres no Twitter.
Para muitos dos manifestantes, a motivação para participar da marcha é a preocupação com seus entes queridos na região afetada. Mariam Abdul-Ghani, uma estudante de 18 anos com origens palestinas, destacou:
“Viemos mostrar nosso apoio, porque não podemos ficar em silêncio, assistir ao noticiário e não fazer nada. Tenho primos, familiares e amigos (lá)”.
Outra participante, Nivert Tamraz, uma consultora de marketing de 38 anos que trouxe seus filhos para a marcha, enfatizou a importância de lutar pela humanidade e não ignorar o sofrimento dos outros. Ela também compartilhou a angústia de um amigo cuja família está em Gaza e que não consegue receber notícias deles.
David Rosenberg, membro do London Jewish Socialist Group, também estava presente na manifestação para mostrar solidariedade. Ele destacou a diversidade de participantes, incluindo pessoas que cresceram em lares judeus tradicionais, mas que se opõem ao que alegam ser feito em seu nome.
Rosenberg afirmou: “Há pessoas aqui na faixa dos 20 e 30 anos, que cresceram em lares judeus tradicionais e que não suportam o que supostamente está sendo feito em seu nome”.
O conflito na região tem causado um grande número de vítimas. Mais de 1.400 pessoas foram mortas em Israel em um ataque realizado pelo movimento Hamas em 7 de outubro. Segundo autoridades israelenses, a maioria das vítimas eram civis, que sofreram tiros, queimaduras ou mutilações.
Na Faixa de Gaza, mais de 4.300 palestinos, a maioria civis, foram mortos nos bombardeios de retaliação do exército israelense, de acordo com o Ministério da Saúde do Hamas em Gaza. A entrada de ajuda humanitária do Egito na Faixa de Gaza no último sábado foi aguardada com grande expectativa pelos habitantes sitiados.
A manifestação em Londres ocorreu sob forte vigilância, com a presença de mil policiais nas ruas e um helicóptero sobrevoando o local. Ao chegar a Whitehall, os manifestantes se dispersaram de forma pacífica durante a tarde, de acordo com a polícia de Londres. Além de Londres, outras manifestações semelhantes também ocorreram em cidades como Birmingham, Dublin e Cardiff, assim como em outras cidades europeias. No sábado anterior, milhares de pessoas já haviam se manifestado em Londres em apoio aos palestinos, e 15 pessoas foram presas por diversos delitos, conforme informações da Scotland Yard.
*Com informações da RFI.








Deixe um comentário