Conflito em Israel é mais perigoso que ‘crise dos mísseis cubanos’, diz ex-analista da CIA

A recente escalada do conflito israelo-palestino, agora na sua terceira semana, tem gerado preocupações crescentes, à medida que as tensões se intensificam. O ex-analista da CIA, Larry Johnson, alertou que a situação atual é mais perigosa do que a famosa “crise dos mísseis cubanos” de 1962. Segundo Johnson, é “simplesmente impressionante” o fato de que ninguém parece disposto a diminuir a intensidade deste conflito, que pode ter implicações globais.

“A cada dia que passa, estamos mais perto de colocar fogo no mundo”, alertou Johnson em uma entrevista à Sputnik.

Ele expressou sua preocupação com a possível intervenção de países muçulmanos no conflito e a postura dos Estados Unidos em relação à Rússia e China, considerando-as nações inimigas.

O ex-analista da CIA enfatizou que os principais países do mundo, incluindo Rússia, China, Brasil, Índia, Paquistão e África do Sul, estão se tornando cada vez mais resistentes ao controle geopolítico dos EUA. Além disso, ele mencionou que tradicionais aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, como Jordânia, Egito e Arábia Saudita, estão relutantes em manter contato com o presidente Joe Biden.

Johnson observou que a situação está caminhando para uma colisão global, especialmente considerando as possíveis repercussões do envolvimento do Irã e do grupo militante Hezbollah no conflito. Ele alertou que um confronto direto entre os Estados Unidos e o Irã é uma possibilidade real.

Sobre o cenário no terreno, o ex-analista da CIA afirmou que Israel planeja continuar com um ataque terrestre a Gaza, o que poderia desencadear uma resposta do Hezbollah, baseado no Líbano, na região norte. Johnson expressou sua preocupação com a segurança de Israel, sugerindo que a nação poderia recorrer ao uso de armas nucleares, já que não estaria preparada para uma guerra em duas frentes.

A situação no Oriente Médio é cada vez mais delicada, e as preocupações sobre seu impacto global só crescem à medida que o conflito entre israelenses e palestinos se estende. A comunidade internacional acompanha de perto e busca soluções para evitar um agravamento ainda maior dessa crise.

*Com informações da Sputnik News.


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