Congressista dos EUA acredita que armas usadas contra Israel ‘vieram do Afeganistão ou da Ucrânia’

A deputada Marjorie Taylor Greene levanta preocupações sobre a origem das armas usadas no ataque do Hamas a Israel.
A deputada Marjorie Taylor Greene levanta preocupações sobre a origem das armas usadas no ataque do Hamas a Israel.

Membros do Partido Republicano no Congresso dos Estados Unidos têm manifestado esforços para reduzir o financiamento da gestão Biden ao conflito ucraniano, alegando que o recente ataque do grupo Hamas a Israel lança luz sobre as implicações dessa política. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu já havia expressado sua relutância em fornecer o sistema de defesa antimísseis Cúpula de Ferro à Ucrânia, temendo que essa tecnologia vital pudesse chegar às mãos do Irã.

Em uma entrevista ao The Wall Street Journal em junho, Netanyahu explicou suas preocupações com o apoio de Israel à Ucrânia e sua necessidade de equilibrar as relações com parceiros ocidentais e com a Rússia. Ele afirmou: “Acho que é importante compreender que estamos preocupados também com a possibilidade de que os sistemas que daríamos à Ucrânia caíssem nas mãos iranianas e pudessem sofrer engenharia reversa e nos encontraríamos diante de sistemas israelenses usados contra Israel.”

Essa perspectiva ganhou força entre os republicanos, que questionam a origem do armamento utilizado no ataque recente contra Israel, enquanto a Casa Branca admite não ter uma forma eficaz de rastrear o armamento enviado para a Ucrânia, que, segundo relatos, acaba entrando no mercado ilegal.

A congressista Marjorie Taylor Greene, representante republicana pela Geórgia, usou sua conta no X (anteriormente Twitter) para levantar perguntas sobre as armas que estão sendo enviadas para a Ucrânia sem qualquer forma de rastreamento ou prestação de contas por parte do governo de Kiev. Ela questionou se essas armas vieram do Afeganistão ou da Ucrânia, sugerindo que a resposta poderia ser ambas.

Após o ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, o Exército israelense já relatou mais de 3.000 foguetes disparados do enclave e a infiltração de dezenas de palestinos armados nas áreas da fronteira sul de Israel. Os números são alarmantes, com mais de 100 sequestrados, 2.000 feridos e 600 mortos sendo vítimas dos ataques até o momento.

A Casa Branca, em resposta, expressou seu compromisso de continuar a ajudar Israel, inclusive por meio de um melhor compartilhamento de inteligência para enfrentar a crise.

Conexão entre a Ucrânia e Hamas

A conexão entre a Ucrânia e o arsenal do Hamas remonta ao período pós-colapso da União Soviética. Durante anos, a Ucrânia vendeu seus arsenais militares, que eventualmente poderiam ter chegado às mãos do Hamas, de acordo com Simon Tsipis, especialista em Segurança Nacional, Ciência Política e Relações Internacionais. A Ucrânia foi uma das principais rotas de contrabando e comércio ilegal de armas no mundo nas décadas de 1990 e 2000.

Tsipis explicou que a maior parte das armas acabou em países da Ásia, África, Ásia Central, Norte de África e Oriente Médio. Essas armas foram então vendidas a grupos, incluindo o Hamas. Entre o arsenal adquirido pelo grupo estão sistemas de defesa aérea portáteis e armas antitanque portáteis de fabricação soviética.

O fornecimento de armas ucranianas a países que fazem fronteira com Israel, como Líbia, Líbano e Síria, criou uma ligação indireta entre a Ucrânia e o Hamas. Isso levanta questões sobre como o armamento utilizado no recente ataque do Hamas a Israel chegou ao grupo palestino e se parte dele pode ter origem ucraniana.


Discover more from rnal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from rnal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.