CPMI das Investigações dos ataques antidemocráticos avança com 19 depoimentos

Anderson Torres, Mauro Cid e os generais GDias e Augusto Heleno já prestaram depoimento à comissão do Senado. (Foto: Divulgação/Agência Senado)
Anderson Torres, Mauro Cid e os generais GDias e Augusto Heleno já prestaram depoimento à comissão do Senado. (Foto: Divulgação/Agência Senado)

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos e omissões relacionados aos ataques antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023 já ouviu 19 depoentes desde o início de seus trabalhos em maio até esta última semana de setembro de 2023. A lista de depoentes inclui desde hackers até generais e ex-ministros, abrangendo uma ampla gama de testemunhas relacionadas aos eventos em questão.

Com sete semanas restantes para o prazo final de funcionamento, que se encerra em 20 de novembro, o 20º depoimento está agendado para terça-feira (03/10/2023), com o empresário Argino Bedin, investigado como um dos possíveis financiadores dos atos golpistas. Na quinta-feira (5), o subtenente da Polícia Militar, Beroaldo José de Freitas Júnior, que participou da defesa do Palácio do Congresso durante os ataques, deverá ser ouvido.

O presidente da CPMI, deputado federal Arthur Maia (União-BA), e a relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), expressaram o desejo de concluir os trabalhos antes do prazo final. O relatório final deve ser apresentado em 17 de outubro.

Eliziane mencionou a possibilidade de novos depoimentos, incluindo o de Mauro Cid, e expressou o interesse em ouvir os últimos comandantes militares da gestão do então presidente Jair Bolsonaro.

Um dos aspectos centrais da investigação é a busca por informações sobre as fontes de financiamento dos ataques antidemocráticos, e a comissão considera essencial chamar os possíveis financiadores para prestar depoimento.

Segue abaixo uma lista resumida dos depoimentos já realizados até o momento:

  • Silvinei Vasques (20/06/2023): Ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, negou que a instituição tenha direcionado fiscalização no Nordeste durante as eleições de 2022 para prejudicar eleitores de Lula.
  • Leonardo de Castro (22/06): Delegado da Polícia Civil do DF, relacionou os condenados pelo atentado a bomba próximo ao Aeroporto de Brasília com a tentativa de invasão à Polícia Federal.
  • George Washington de Oliveira Sousa (22/06): Um dos condenados pelo planejamento da explosão do caminhão-tanque no aeroporto, admitiu frequentar o acampamento bolsonarista.
  • Jorge Eduardo Naime (26/06): Coronel da Polícia Militar do DF, afirmou que a Abin alertou sobre ameaças de invasão e depredação das sedes dos três Poderes.
  • Jean Lawand Junior (27/06): Coronel do Exército, alegou que as mensagens trocadas com o tenente-coronel Mauro Cid não incentivaram um golpe de Estado.
  • Mauro Cesar Barbosa Cid (11/07): Tenente-coronel do Exército, acusado de fraude, não respondeu às perguntas na CPMI.
  • Saulo Moura da Cunha (1º/08): Oficial de inteligência e ex-diretor da Abin, relatou relatórios da agência indicando “certa organização de grupos extremistas” antes dos ataques antidemocráticos.
  • Anderson Torres (8/08): Delegado da Polícia Federal e ex-ministro da Justiça, afirmou não ter vínculos com a “minuta do golpe”.
  • Adriano Machado (15/08): Repórter fotográfico, testemunhou sobre sua experiência ao fotografar os ataques e o Palácio do Planalto.
  • Walter Delgatti Neto (17/08): Hacker preso por suposta inserção de dados falsos sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes, relatou ter conversado com Bolsonaro sobre urnas eletrônicas.
  • Luis Marcos dos Reis (24/08): Sargento do Exército, envolvido em movimentações financeiras suspeitas, explicou a origem dos recursos.
  • Fábio Augusto Vieira (29/08): Coronel da Polícia Militar do DF, ficou em silêncio e foi protegido por habeas corpus.
  • Marco Edson Gonçalves Dias (31/08): General do Exército, criticou a atuação da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Militar do DF no enfrentamento aos manifestantes.
  • Marcela da Silva Morais Pinno (12/09): Cabo da PM do DF, atuou na repressão aos atos golpistas e foi promovida por ato de bravura.
  • Gustavo Henrique Dutra de Menezes (14/09): General do Exército, negou pressões para manter o acampamento golpista e impedir ações de desmobilização.
  • Wellington Macedo de Souza (21/9): Blogueiro preso recentemente, recusou-se a responder às perguntas dos parlamentares.
  • Augusto Heleno Ribeiro Pereira (26/09): General da reserva do Exército e ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), negou participação na articulação golpista.


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