Crise no Oriente Médio: Mais de 1 milhão de deslocados palestinos e grave risco humanitário

Chefe do Ocha alerta que milhares de pessoas morrerão em Gaza com a falta de água, energia, comida e medicamentos.
Semana de confrontos intensos no Oriente Médio gera deslocamento em massa e ameaça humanitária para palestinos.

Uma semana de intensos confrontos no Oriente Médio resultou em mais de 1 milhão de pessoas deslocadas, colocando a região à beira de uma séria crise humanitária. O Escritório da ONU para os Assuntos Humanitários (Ocha) relatou que Israel realizou pesados bombardeios aéreos, marítimos e terrestres de forma quase ininterrupta em Gaza, resultando em 315 mortes confirmadas e mais de 1.000 feridos na área até o momento.

A agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, anunciou o deslocamento massivo de 1 milhão de pessoas nos primeiros sete dias de confrontos. Além disso, o Ministério da Saúde palestino em Gaza destacou que mais de 400 mil palestinos foram deslocados antes de uma ordem para a evacuação do sul para o norte da região.

Para o subsecretário-geral dos Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, a situação é alarmante, com o risco de milhares de pessoas morrerem devido à falta de acesso a água, energia, comida e medicamentos. A crise também afetou Israel, com grupos armados palestinos lançando foguetes indiscriminadamente contra centros populacionais israelitas, incluindo a área metropolitana de Telavive, causando ferimentos em 183 pessoas.

O acesso a serviços essenciais, como saúde, água e saneamento, foi gravemente prejudicado em Gaza, colocando esses serviços à beira do colapso e aumentando a insegurança alimentar. Todos os hospitais da região têm reservas limitadas de combustível para operar geradores de reserva, o que coloca em risco a vida de milhares de pacientes caso esses geradores falhem.

As forças israelenses também mataram 19 palestinos na Cisjordânia, incluindo sete crianças. Esta semana marcou o período com o maior número de vítimas fatais palestinas desde que o Ocha começou a registrar esses incidentes em 2005.

Diante dessa situação crítica, o Ocha lançou um apelo urgente de US$ 294 milhões para atender às necessidades mais prementes de 1,26 milhão de pessoas em Gaza e na Cisjordânia. A conselheira especial da ONU para a Prevenção do Genocídio, Alice Wairimu Nderitu, expressou forte condenação pela situação e alertou para o grave risco de escalada militar na região.

Nderitu também condenou a retenção de reféns israelenses pelo movimento Hamas, destacando a vulnerabilidade dos palestinos e de outros civis que permanecem ou fogem de suas casas devido à crescente violência. Ela instou ações imediatas e urgentes para reverter o curso da escalada e evitar uma tragédia ainda maior.


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