O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um comício realizado em Wolfeboro, no estado de New Hampshire, alertou sobre a possibilidade de o conflito entre Israel e o movimento palestino Hamas ter repercussões nos Estados Unidos, caso medidas de segurança fronteiriças mais rigorosas não sejam implementadas. Durante o evento, Trump enfatizou seu compromisso de apoiar Israel, cortar o financiamento a grupos terroristas e restabelecer a proibição de entrada nos EUA para pessoas oriundas de nações afetadas pelo terrorismo.
“Como presidente, apoiarei mais uma vez, firmemente, o Estado de Israel, cortaremos a verba aos terroristas desde o primeiro dia e vamos retomar a proibição [de entrada nos EUA] de pessoas provenientes de países afetados pelo terrorismo. Hoje temos uma guerra total em Israel e ela se espalhará muito rapidamente”, afirmou Trump.
O ex-presidente também abordou a questão da segurança fronteiriça dos Estados Unidos, argumentando que o país permitiu a entrada de dezenas de milhares de indivíduos potencialmente ligados ao terrorismo. Ele anunciou sua intenção de lançar a maior operação de deportação da história dos EUA caso seja eleito novamente para a presidência.
O conflito entre Israel e o Hamas, que atingiu proporções alarmantes nas últimas semanas, resultou em um grande número de mortes e danos. O Hamas lançou um ataque sem precedentes contra Israel a partir da Faixa de Gaza, disparando mais de 3.000 foguetes e realizando incursões na fronteira sul de Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o país está em estado de guerra e convocou um número recorde de 300 mil reservistas.
Até o momento, o conflito já causou mais de 1.500 mortes, com cerca de 900 israelenses e 690 palestinos entre as vítimas. Nesta segunda-feira (10/10/2023), Israel impôs um cerco total à Faixa de Gaza, cortando o fornecimento de eletricidade e bloqueando a entrada de água, alimentos e combustível.
*Com informações da Sputnik News.








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