Feira de Santana: Candidatos pedem anulação de seleção para REDA que classificou apenas 21 de três mil inscritos

Falta de professores nas novas estruturas escolares preocupa pais e responsáveis. (Foto: Divulgação/CMFS)
Falta de professores nas novas estruturas escolares preocupa pais e responsáveis. (Foto: Divulgação/CMFS)

A recente seleção para o Regime Especial de Direito Administrativo (REDA) promovida pela Prefeitura de Feira de Santana gerou indignação entre candidatos e membros da APLB Sindicato, à medida que apenas 21 candidatos foram aprovados, apesar de 80 vagas previstas para professores de nível superior com Licenciatura em Pedagogia. O resultado controverso e outros problemas relacionados ao processo seletivo levaram candidatos a ocupar a galeria da Câmara Municipal em busca de apoio dos vereadores para a anulação do certame.

A tentativa de diálogo com o Executivo feirense não obteve sucesso, com muitos candidatos e vereadores criticando a “profunda desorganização” da empresa MS Concursos Ltda, responsável pelo processo seletivo. Problemas como a remarcação da prova no dia da aplicação, discrepâncias no gabarito preliminar e limitações para interpor recursos foram destacados.

O vereador Silvio Dias (PT) apoiou a demanda dos professores presentes e defendeu o cancelamento do REDA, propondo a realização de um novo processo seletivo. José Carneiro (MDB), líder da base governista na Câmara, expressou sua discordância com o resultado homologado, afirmando que não é aceitável que apenas 21 candidatos tenham sido selecionados em uma seleção com mais de três mil concorrentes.

Além disso, a administração enfrenta problemas relacionados à decisão judicial de aumentar a carga horária dos profissionais de ensino de 20 para 40 horas semanais, o que ainda não foi implementado, colocando o Município sob risco de multa diária no valor de R$ 10 mil.

Apesar das controvérsias, o vereador Lulinha (UB) destacou os investimentos na educação, incluindo reformas em diversas escolas, como o Centro Municipal de Educação Infantil Professor José Raimundo de Azevedo e a Escola Municipal Diva Portela. No entanto, a falta de professores nas novas estruturas tem gerado preocupações entre pais e responsáveis.

A vereadora Eremita Mota (PSDB), presidente do Legislativo feirense, relatou receber diariamente reclamações sobre as escolas da Rede Municipal de Ensino, enfatizando que “educação não é só parede, são as pessoas que a compõem”, conforme afirmou o vereador Jhonatas Monteiro (PSOL), também professor.


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