Forrozeiro Del Feliz lidera movimento por lei de Patrimônio Vivo de Feira de Santana; Vereadora Eremita Mota apoia iniciativa 

Vereadora Eremita Mota e o cantor Del Feliz. Artistas feirenses pedem legislação municipal em prol das tradições culturais.
Vereadora Eremita Mota e o cantor Del Feliz. Artistas feirenses pedem legislação municipal em prol das tradições culturais.

Na busca por reconhecimento e proteção das riquezas culturais de Feira de Santana, o cantor de forró Del Feliz liderou um movimento na Câmara Municipal nesta terça-feira (24/10/2023). O objetivo do encontro era sensibilizar os legisladores sobre a necessidade de uma lei que estabeleça o Patrimônio Vivo da cidade, abrangendo suas manifestações culturais tradicionais e populares. A sessão foi marcada pela presença de outros renomados forrozeiros feirenses, incluindo Zé Araújo e Jota Sobrinho, que acompanharam Del Feliz e Alfranque Amaral, o coordenador local do Fórum Forró de Raiz.

Durante seu discurso na Tribuna Livre da Casa da Cidadania, Alfranque Amaral propôs que a legislação fosse denominada “Lei Baio do Acordeon”, uma homenagem ao famoso sanfoneiro André Galdino, popularmente conhecido por esse nome. O propósito fundamental dessa lei é garantir a valorização, transmissão e perpetuação dos conhecimentos e técnicas dos mestres e grupos culturais que contribuem para o patrimônio vivo da cidade.

A inspiração para essa iniciativa vem de leis semelhantes em vigor em diversas cidades do Nordeste brasileiro. Essas leis proporcionam um valor mensal de dois salários-mínimos, em caráter vitalício, para pessoas ou grupos reconhecidos como Patrimônios Vivos. Em Feira de Santana, com uma vaga para cada 40 mil habitantes, isso resultaria em um total de 15 registros, permitindo a proteção e preservação de uma diversidade de manifestações culturais.

Além da criação da “Lei Baio do Acordeon,” outros pleitos do Fórum Forró de Raiz também foram apresentados na Casa da Cidadania. Entre eles, a necessidade de normas que garantam o pagamento de cachês justos aos músicos que representam esse gênero musical nos municípios brasileiros.

Alfranque Amaral também destacou a importância de políticas públicas que beneficiem a categoria e a possibilidade de reconhecimento do forró como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O forró já foi declarado Patrimônio Imaterial do Brasil pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 2021.

O cantor e compositor Del Feliz, reconhecido internacionalmente por seu trabalho em prol do forró, agradeceu aos vereadores pela receptividade e pela oportunidade de divulgar a causa. Del Feliz é conhecido como o “embaixador da cultura nordestina no Japão” devido às suas contribuições para a difusão do forró pelo mundo. Ele enfatizou a importância de proteger o forró, seus mestres e grupos, e promover sua valorização contínua.

“Para mim, é uma imensa alegria ter passado por diversos países para que a nossa arte seja, cada vez mais, difundida, respeitada e abraçada,” disse o artista.


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