Grupo Guaibim expande varejo regional em cidades da Bahia; Empresa foi fundada em Valença na década de 1970

No cenário do varejo regional brasileiro, o Grupo Ramiro Campelo, responsável pelas redes Guaibim, de móveis e eletrodomésticos, e Casa + Fácil, de materiais de construção, destaca-se por sua estratégia de expansão em cidades onde os grandes concorrentes não ousam chegar. O fundador, Ramiro José Campelo Queiroz, iniciou a jornada em 1972 na cidade de Valença, litoral Sul da Bahia, com a loja “Casa do Fazendeiro”, que oferecia produtos voltados para a agricultura, pesca e itens náuticos. Com o tempo, o negócio evoluiu para o segmento de materiais de construção, e em 1982, o empresário abriu as portas para o mercado de móveis e eletrodomésticos.

O filho do fundador, Ramiro Queiroz Júnior, atual sócio-diretor da Lojas Guaibim, está decidido a manter um foco ainda mais regional, concentrando-se em cidades menores, com populações entre 50 mil e 100 mil habitantes. Ele acredita que essa estratégia é particularmente valiosa em um contexto de mercado desafiador para o varejo de eletromóveis e materiais de construção. Essa abordagem ganha força onde a competição é menos intensa, os custos de aluguel são menores e a proximidade com o cliente é mais acentuada. A conexão com o cliente, ressaltada como um dos diferenciais da varejista, é o que diferencia a Guaibim em um mercado onde os produtos oferecidos são essencialmente os mesmos da concorrência.

A agilidade na entrega é outro ponto forte da empresa, que, em alguns casos, até mesmo transporta os produtos por barco até a residência do cliente. Isso é particularmente crucial no mercado de consumo popular, onde os consumidores desejam receber seus produtos imediatamente. Os irmãos Queiroz assumiram a direção do negócio em 1990 e começaram a expandir para cidades num raio de 400 quilômetros dos centros de distribuição em Valença a partir de 2003.

Embora a expansão da Guaibim tenha enfrentado desafios com a recessão a partir de 2015, a estratégia de crescimento cauteloso, sem recorrer a endividamento, provou ser eficaz. A empresa encerrou o ano passado com 81 pontos de venda em 36 cidades, divididos entre 49 lojas de eletroeletrônicos, 17 de materiais de construção e 15 quiosques da Motorola. Essa abordagem defensiva permitiu ao Grupo Ramiro Campelo alcançar um faturamento de R$ 584 milhões no último ano, e a perspectiva é de um crescimento médio de 10% para o ano corrente, impulsionado pelas vendas de eletroeletrônicos e móveis.

Todavia o grupo não tenha aberto novas lojas nos últimos dois anos, a possibilidade de expandir a rede em 2024 ainda está em consideração. No entanto, obstáculos como os custos de locação em cidades menores e desafios logísticos podem afetar essa decisão. A empresa reconhece que, com a crescente demanda por entregas rápidas, uma loja não pode estar a mais de mil quilômetros de distância de seu centro de distribuição.

*Com informações do Estadão.


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