Ataques em Gaza: 92 trabalhadores humanitários da ONU perdem a vida, marcando o maior número de mortes durante conflito

OIT diz que situação atual provocou a perda de pelo menos 61% dos empregos nos Territórios Palestinos.
OIT diz que situação atual provocou a perda de pelo menos 61% dos empregos nos Territórios Palestinos.

Mais de um mês após os intensos ataques entre o Hamas e Israel, a Agência da ONU para a Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa) registra um trágico recorde: 92 trabalhadores humanitários perderam a vida durante o conflito. A ONU declara que este é o maior número de mortes de profissionais humanitários em um único conflito na história da organização.

As duas últimas vítimas foram confirmadas após a queda de um projétil no pátio de uma escola em Khan Younis, ao sul da Faixa de Gaza, que abrigava mais de 5 mil deslocados internos. Desde o início dos confrontos, quase 1,5 milhão de pessoas foram deslocadas na Faixa de Gaza, e as instalações da Unrwa, que abrigam 730 mil deslocados, tornaram-se alvos trágicos.

A crise humanitária na região também se reflete nas questões econômicas. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que, desde o início do conflito, 182 mil postos de trabalho foram fechados na Faixa de Gaza, representando uma queda de 61% nas vagas disponíveis. A Cisjordânia também enfrenta uma taxa alarmante de desemprego, afetando cerca de 24% dos trabalhadores.

Diante deste cenário, a OIT propõe um programa de resposta em três etapas para mitigar o impacto na população. Inclui a criação imediata de empregos, suporte emergencial aos meios de subsistência, recolha de dados para análise de impacto e, por fim, medidas intensivas de recuperação, visando a reconstrução do mercado de trabalho e da infraestrutura afetada.

*Com informações da ONU News.


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