Gestão de Bruno Reis é criticada por poluição visual com placas redundantes e obstáculos a mobilidade de pedestres em vias públicas de Salvador

A comunicação por placas, quando bem empregada, é uma ferramenta útil para orientar e informar. Contudo, em Salvador, a Prefeitura tem enfrentado críticas pela instalação excessiva de placas redundantes, gerando poluição visual e questionamentos sobre a eficácia dessa estratégia. O Metro1 revelou em reportagem publicada nesta segunda-feira (27/11/2023) que, financiadas pelo Prodetur, as placas, ao invés de esclarecer, muitas vezes atrapalham a vida urbana, tornando-se meros elementos de redundância em locais já saturados de informação. Além disso, são apontadas em imagens objetos implantandos em vias urbanas que causam dificuldade, transtornos e que podem ocasionar graves acidentes à motoristas e pedestres.

O exemplo do Elevador Lacerda e outras redundâncias

O emblemático Elevador Lacerda é citado como exemplo, onde placas gigantes foram adicionadas ao ambiente já amplamente sinalizado. A redundância se estende por vários pontos da cidade, com placas que não só não acrescentam informação significativa, mas também prejudicam visualmente a paisagem urbana. Comerciantes e moradores questionam a necessidade de tal excesso, considerando-o mais como poluição do que comunicação efetiva.

Desafios na gestão do Patrimônio Histórico

Em lugares como o Forte da Capoeira, a gestão histórica se depara com placas que não contribuem para a informação, apresentando apenas uma foto do monumento, três linhas de texto e um QR code. O historiador Jaime Nascimento, gestor do Forte, argumenta que essas placas são instaladas de maneira arbitrária, obstruindo a visão dos monumentos e espaços históricos, criando poluição visual em vez de enriquecer a experiência do visitante.

Ações dos sacizeiros e o desperdício de recursos

Curiosamente, as placas redundantes têm sido alvo de ações dos sacizeiros, que as serram em alguns casos. Além disso, foram relatados casos em que placas foram roubadas, indicando uma reação negativa por parte da população. O questionamento sobre o uso de recursos do Prodetur para instalar estruturas dispensáveis também é levantado, especialmente quando comparado ao exemplo de São Paulo, que implementou a Lei Cidade Limpa para coibir a poluição visual.

Conclusão e desafios para a sinalização turística

Enquanto a prefeitura busca fortalecer a atratividade turística da cidade, a eficácia dessas placas é colocada em xeque. O uso de recursos do Prodetur, destinados ao desenvolvimento do turismo, para instalar placas questionáveis levanta dúvidas sobre a efetividade dessa estratégia. Em contrapartida, há áreas da cidade que carecem de informação turística-cultural relevante, sugerindo a necessidade de uma abordagem mais criteriosa na implementação desse tipo de sinalização.


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