A Região Norte do Brasil enfrenta desafios significativos na busca pela universalização do saneamento básico até 2023. Com mais de 17 milhões de habitantes, a região tem os piores índices de tratamento de água e esgoto do país, revela a 15ª edição do Ranking do Saneamento do Instituto Trata Brasil. O estudo, em parceria com a GO Associados, lista os 100 maiores municípios do Brasil com índices negativos, destacando Macapá como a cidade com os resultados mais preocupantes: 61,6% da população sem acesso a água e apenas 10,98% com atendimento total de esgoto.
A advogada e presidente da Comissão de Saneamento da OAB Nacional, Ariana García, destaca a importância do processo de regionalização, respeitando a titularidade e os usuários. Entretanto, o estudo aponta que cidades como Macapá, Marabá, Porto Velho, Santarém e São Gonçalo encontram-se entre as cinco piores do ranking. Outra pesquisa do Instituto Trata Brasil revela que o Brasil investiu apenas R$ 20 bilhões nos últimos cinco anos, enquanto a média anual necessária seria de R$ 44,8 bilhões.
Para cumprir as metas de universalização até 2033, a presidente-executiva do Trata Brasil, Luana Pretto, destaca a necessidade de parcerias público-privadas, ressaltando o papel do BNDES, que captou mais de R$ 60 bilhões para investimentos em saneamento. No entanto, a pesquisa mostra que o Brasil precisa mais que dobrar os investimentos no setor. A advogada Ariana García aponta diferentes caminhos para melhorar o atendimento, incluindo a participação do setor privado através de subdelegações, PPPs e subconcessões.











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