O recente pacote econômico apresentado pelo presidente Javier Milei na Argentina tem gerado debates intensos sobre suas possíveis consequências para a população do país. Em entrevistas à Agência Brasil, dois professores de economia expressaram análises divergentes, destacando a complexidade das medidas propostas.
O economista André Roncaglia, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), alerta para os riscos de uma “terapia de choque” que, segundo ele, pode resultar em convulsões sociais. Roncaglia argumenta que o governo está adotando medidas com base em um diagnóstico equivocado, enfatizando o risco de uma severa recessão na economia argentina.
Por outro lado, o professor de economia da Universidade Federal de Minas Gerais, Mauro Sayar, defende a necessidade de medidas duras para combater o déficit público. Ele sugere que os efeitos negativos podem ser amenizados pelos aumentos nos benefícios sociais anunciados pelo governo.
As medidas propostas pelo ministro da Economia, Luis Caputo, incluem a redução de subsídios ao transporte e energia, desvalorização da moeda em 50%, redução de ministérios e secretarias, cancelamento de obras públicas licitadas, taxação de importação e exportação, entre outras. O objetivo é reduzir o déficit fiscal primário, previsto para ser inferior a 3% do PIB em 2024.
Roncaglia destaca que as medidas podem aumentar a inflação, prejudicando a maioria da população, enquanto Sayar acredita que medidas mais duras são necessárias para combater problemas econômicos persistentes na Argentina.
O governo reconhece que as medidas podem piorar a situação no curto prazo, mas promete melhorias econômicas após um período inicial de choque. Para mitigar os efeitos negativos, o governo aumentou benefícios sociais, mas as incertezas persistem quanto à eficácia e às consequências a longo prazo.
*Com informações da Agência Brasil.
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