Brasil reforça Forças Armadas como instrumento de diplomacia em novo plano estratégico

Plano Estratégico Setorial (PES) 2024-2027 destaca o uso das Forças Armadas como instrumento de política externa e busca aprimorar relações internacionais.
Plano Estratégico Setorial (PES) 2024-2027 destaca o uso das Forças Armadas como instrumento de política externa e busca aprimorar relações internacionais.

O Ministério da Defesa lançou recentemente o Plano Estratégico Setorial (PES) para o período de 2024 a 2027, delineando diretrizes para as Forças Armadas brasileiras. Sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a nova abordagem visa pacificar e despolitizar as Forças Armadas, diferenciando-se da tendência anterior. Um ponto de destaque no plano é a utilização das corporações militares como instrumento da política externa, buscando fortalecer relações internacionais em consonância com os interesses nacionais e a política externa do país.

O PES surge em meio a tensões na América do Sul, especialmente entre a Guiana e a Venezuela, vizinhos do Brasil. No entanto, o governo destaca a intenção de reforçar a diplomacia de defesa, especialmente na região sul-americana. O plano ressalta a importância de estreitar laços de amizade, cooperação entre nações e buscar soluções pacíficas para eventuais conflitos, priorizando a paz e a segurança internacionais.

O analista Lier Pires Ferreira, PhD em direito e pesquisador do Laboratório de Estudos Políticos de Defesa e Segurança Pública, enfatiza que, mesmo sendo uma nação de tradição pacífica, o Brasil procura aprimorar a doutrina militar, cooperando com a sociedade civil e o meio acadêmico. A perspectiva é reforçar a posição brasileira como líder do Sul Global, destacando a importância das Forças Armadas em alcançar esse objetivo. Ferreira também aponta a presença brasileira em missões de paz da ONU como um foco estratégico, consolidando o país como um participante ativo em operações internacionais.

Com o Brasil buscando atuar como uma potência regional com aspirações globais, a matéria aborda o papel das Forças Armadas na construção de uma diplomacia de defesa eficiente, não apenas como um poder bélico-militar, mas também como parte integrante de esforços cooperativos, pesquisa científica, e prospecção em áreas estratégicas como os fundos marítimos e o espaço.

*Com informações da Sputnik News.


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