Os chocolates de origem cabruca, cultivados à sombra de árvores nativas da Mata Atlântica no Litoral Sul Baiano, são conhecidos por sua originalidade e sabor único. Para impulsionar a internacionalização desses produtos, será lançado nesta sexta-feira (15/12/2023), em Salvador, o Consórcio Cabruca, uma iniciativa piloto do Centro Público de Economia Solidária (Cesol) Litoral Sul em parceria com a Unifacs.
Cinco marcas da economia solidária baiana, todas originárias do Litoral Sul, fazem parte do projeto inaugural: Benevides, Natucoa, Ju Árleo, Modaka e ChocoSol, esta última, que produz chocolates em sua fábrica-escola em Ilhéus, integra a política pública de economia solidária da Bahia. A ChocoSol e o Cesol Litoral Sul contam com o apoio e investimento da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre).
O Consórcio Cabruca é uma proposta ousada e estratégica que visa posicionar a economia solidária baiana no cenário internacional, abrindo novos mercados externos e ampliando a visibilidade e a comercialização dos chocolates do estado no exterior.
A parceria entre o Cesol Litoral Sul e a Universidade Salvador (Unifacs), com a contribuição do Núcleo de Práticas em Economia e Relações Internacionais (Neri), e a participação da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), foi crucial para a concepção do projeto. Henrique Campos, doutor em Ciências Sociais e professor na Unifacs, destaca que a Bahia é o principal exportador de cacau do Brasil, mas carece de uma expressiva exportação de chocolates.
“Os chocolates da região Litoral Sul são produtos finos e precisam conquistar o mercado internacional. O projeto de exportação pretende apoiar empreendimentos da agricultura familiar e cooperativas comprometidas com a qualidade dos produtos, condições de trabalho decentes e sustentabilidade para o acesso ao mercado global”, enfatiza Campos.
Além de promover a internacionalização, o Consórcio Cabruca busca gerar benefícios como a ampliação e diversificação da fonte de renda, a qualificação e diversificação da cadeia produtiva do cacau, a reafirmação e valorização do trabalhador rural, a manutenção ou ampliação da área de preservação da sociobiodiversidade produtiva da região, e a contribuição como mais uma fonte de divisas internacionais para o estado.
“A parceria do Cesol Litoral Sul com o Neri é fundamental. Com ela, ajudaremos a empreendimentos da economia solidária a inserirem seus produtos fora do Brasil. Sem dúvida alguma, é um projeto que pode posicionar nossa região, estado e país lá fora de forma muito positiva. O Brasil, que já foi o maior produtor de cacau, agora produz chocolates de qualidade e sem conservantes”, avalia Thiago Fernandes, ex-coordenador no Cesol Litoral Sul, um dos responsáveis pela parceria na criação do consórcio.
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