O Natal de 2023 foi mais um dia de luto e dor para os palestinos de Gaza, que sofrem com a violência implacável de Israel há quase três meses. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, os ataques israelenses já mataram 20.674 pessoas e deixaram 54.536 feridas desde 7 de outubro, quando a ofensiva começou. Só nas últimas 24 horas, 250 palestinos foram mortos e 500 ficaram feridos.
A situação humanitária é catastrófica na Faixa de Gaza, um território de 365 quilômetros quadrados, onde vivem cerca de 2,3 milhões de pessoas, a maioria refugiados. A infraestrutura básica foi devastada pelos bombardeios, que atingiram hospitais, escolas, mesquitas, prédios residenciais e comerciais. A falta de água, eletricidade, medicamentos e alimentos é crônica. Muitos corpos ainda estão presos sob os escombros, sem possibilidade de resgate. Quase todos os habitantes de Gaza foram deslocados de suas casas, buscando abrigo em locais improvisados, como escolas da ONU, que também foram alvo de ataques israelenses.
Israel afirma que sua operação militar tem como objetivo destruir a infraestrutura do Hamas, o movimento islâmico que controla Gaza desde 2007 e que é considerado uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia. O Hamas, por sua vez, diz que sua resistência armada é uma resposta à ocupação e ao bloqueio impostos por Israel, que violam os direitos e a dignidade do povo palestino. O Hamas lança foguetes contra o território israelense, mas com pouco efeito, devido ao sistema de defesa antimísseis de Israel, conhecido como Cúpula de Ferro.
Os esforços diplomáticos para alcançar um cessar-fogo entre as partes têm sido infrutíferos, diante da intransigência de Israel, que conta com o apoio incondicional dos Estados Unidos, seu principal aliado. A comunidade internacional tem condenado os ataques israelenses, que violam o direito internacional humanitário e os princípios de proporcionalidade e distinção entre alvos militares e civis. Várias organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, acusam Israel de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza.
O povo palestino, porém, não perde a esperança de ver o fim da ocupação, do bloqueio e da agressão israelense, e de conquistar sua liberdade e sua independência. Apesar do sofrimento e da destruição, os palestinos de Gaza continuam resistindo e lutando por seus direitos, com a solidariedade e o apoio de milhões de pessoas em todo o mundo, que se mobilizam em defesa da causa palestina.
*Com informações da Agência Reuters.











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