A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o último hospital funcional no norte da Faixa de Gaza tornou-se uma “zona de desastre humanitário”, destacando as consequências devastadoras dos contínuos ataques israelenses para os civis gravemente doentes e feridos na região. O representante da OMS no Território Palestino, Richard Peeperkorn, descreveu a situação alarmante no Hospital Al-Ahli, na cidade de Gaza, onde pacientes traumatizados lotam corredores, enfrentando escassez crítica de combustível, oxigênio, comida e água.
Em apenas 66 dias de combates, mais de dois terços dos 36 hospitais e mais de 70% dos centros de saúde primários na Faixa de Gaza estão fora de serviço. A OMS denunciou evacuações forçadas, destacando o caso do Hospital Kamal Adwan, norte de Gaza, cercado por tropas israelenses. Relatos de confrontos armados nas proximidades e ataques a instalações médicas aumentam as preocupações sobre a segurança dos pacientes.
Missões humanitárias essenciais estão enfrentando “incidentes graves”, incluindo detenção sob a mira de armas de profissionais de saúde. A agência destaca que missões médicas não podem sofrer atrasos e ressalta que o acesso aos cuidados de saúde é um direito fundamental para o povo de Gaza. Com 1,9 milhão de deslocados na região, as condições precárias nos abrigos superlotados resultaram em aumento significativo de doenças, como diarreia, infecções respiratórias, sarna e lesões graves.
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, expressou preocupação com as verificações prolongadas e detenções de profissionais de saúde, colocando em risco a vida de pacientes vulneráveis. A agência enfatiza a necessidade urgente de tornar novamente funcional o sistema de saúde em Gaza, incluindo cuidados materno-infantis, tratamento de doenças crônicas e apoio à saúde mental.
*Com informações da ONU News.
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