Nesta terça-feira (05/12/2023), a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Dakovo, visando desmantelar um sofisticado esquema de venda de armas sediado no Paraguai. A organização criminosa, liderada pelo argentino Diego Hernan Dirísio, é suspeita de comercializar aproximadamente 43 mil armas para facções brasileiras, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A operação, realizada em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, resultou na execução de 25 mandados de prisão preventiva, 6 de prisão temporária e 52 de busca e apreensão.
O principal alvo das forças policiais, Diego Hernan Dirísio, ainda não foi localizado. No entanto, 5 suspeitos foram presos no Brasil, e outros 11 no Paraguai, incluindo o general do ar Arturo Javier González Ocampo. O militar, ex-comandante da Força Aérea do Paraguai, é acusado de utilizar sua influência na Direção de Material Bélico (Dimabel) para facilitar o aparelhamento da instituição pelos criminosos.
A Justiça da Bahia, que conduz a operação, determinou a inclusão dos alvos na lista vermelha da Interpol e solicitou a extradição para o Brasil. Estima-se que a organização tenha movimentado cerca de R$ 1,2 bilhão com as vendas ao Brasil. As armas contrabandeadas foram identificadas em dez estados brasileiros.
O esquema criminoso envolvia a compra de armas, como pistolas, fuzis e metralhadoras, de países europeus pela empresa IAS, liderada por Dirísio. As armas, ao chegarem ao Paraguai com a cumplicidade do Dimabel, tinham seus números de série raspados e eram revendidas a intermediários, que negociavam diretamente com as facções brasileiras. A investigação teve início após a apreensão de quatro pistolas na Bahia, levando à descoberta do esquema.
*Com informações da Sputnik News.







Deixe um comentário