Pesquisa do Observatório Febraban revela a relevância contínua do Plano Real e a preocupação persistente com a inflação em diferentes regiões do Brasil

Após três décadas de sua implementação, o Plano Real permanece como o segundo programa econômico mais crucial, sendo superado apenas pelo Bolsa Família, nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, revela pesquisa da Observatório Febraban. Além de destacar a memória da hiperinflação, o levantamento aborda a preocupação persistente com a inflação e a confiança na moeda brasileira. A estabilidade proporcionada pelo Plano Real é reconhecida por 71% dos brasileiros, indicando sua importância na construção de uma economia sólida e estável.

Relevância Regional do Plano Real

  • Três décadas após sua implementação, o Plano Real continua a desempenhar um papel significativo na perspectiva econômica dos brasileiros, especialmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. A Observatório Febraban, em pesquisa inédita, aponta que, atrás apenas do Bolsa Família, o Plano Real é considerado o segundo programa mais importante nessas regiões.

Preocupações Persistentes com a Inflação

  • O combate à inflação permanece uma preocupação central para os brasileiros, conforme revelado pelo levantamento. Com índices de 65%, 62% e 58% no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, respectivamente, a população destas regiões expressa uma inquietação contínua em relação à inflação, percebendo-a como alta ou muito alta.

Memória da Hiperinflação

  • A pesquisa também explora a memória da hiperinflação, precursora do Plano Real. Na região Norte, 22% dos entrevistados lembram-se dos efeitos da hiperinflação, enquanto no Nordeste e Centro-Oeste, esses números sobem para 31% e 32%, respectivamente.

Validade Contínua do Plano Real

  • Em âmbito nacional, 71% dos brasileiros consideram o Plano Real ainda importante, fundamentando uma economia sólida e estável. Essa percepção é ainda mais acentuada no Nordeste, com 72%, e persiste nas regiões Norte (69%) e Centro-Oeste (71%).

Confiança na Moeda Brasileira

  • Ao abordar a confiança na moeda brasileira, a pesquisa destaca que, apesar das preocupações, a confiança no Real é mais forte dentro do país em comparação com a confiança em nível internacional. A média nacional de confiança atinge 60%, com números semelhantes no Norte (60%), no Nordeste (61%) e no Centro-Oeste (55%).

Dados Demográficos e Educacionais

  • A análise demográfica revela que a lembrança do Plano Real é mais expressiva entre homens (26%) do que mulheres (19%), predominando na faixa etária de 45 a 59 anos (29%). Além disso, a educação e renda também influenciam na percepção, com maior recordação entre aqueles com formação universitária (34%) e renda acima de cinco salários mínimos (33%).

Presidente comenta

O presidente da Febraban, Isaac Sidney, destaca a compreensão da importância de combater a inflação pelo brasileiro, alertando para a necessidade de vigilância. O sociólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE, avalia o Plano Real e o Bolsa Família como as marcas mais relevantes da economia brasileira na Nova República, ressaltando a estabilidade monetária e as políticas sociais como fundamentais para o desenvolvimento.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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