A crise imobiliária atinge níveis alarmantes em Buenos Aires, com uma em cada sete casas vazias, conforme identificado pelo jornal britânico Financial Times. A inflação acima de 160%, a preferência por aluguéis em dólares e o aumento da propriedade por estrangeiros desencadearam uma situação inédita. Dados da agência estatal de energia argentina revelam que, em média, 228.500 de 1.586.200 residências na capital estão desocupadas, marcando um aumento significativo em relação aos anos anteriores.
Apesar do grande número de casas vazias, os moradores enfrentam dificuldades na busca por moradias, caracterizando esta como a pior crise imobiliária em 30 anos, segundo ativistas locais. Os aluguéis estão subindo rapidamente, superando a inflação, e a preferência dos proprietários por pagamentos em dólares torna a situação ainda mais desafiadora para os argentinos.
O presidente Javier Milei, em seu início de mandato, desvalorizou a taxa de câmbio oficial, o que deve acelerar a inflação. Além disso, sua intenção de eliminar a lei do aluguel, que estabelece prazos e limites para aumentos, gera preocupações adicionais entre os inquilinos. O sindicato de inquilinos destaca que o cerne do problema é a concentração de propriedades em poucas mãos e a falta de regulamentação do mercado temporário.
A chegada de trabalhadores remotos e turistas, aproveitando o estilo de vida acessível com dólares no mercado negro, complica ainda mais a situação. Proprietários recorrem a alugueres de curta duração, como Airbnb, estabelecendo contratos em dólares, conforme dados do Zonaprop. A oferta de locação tradicional diminuiu drasticamente nos últimos três anos, agravando a crise.
*Com informações da Sputnik News.









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