Situação é crítica e não há nada para comer, diz coordenador de ONG francesa em Gaza

A guerra persiste entre Israel e o Hamas, adentrando seu 81º dia sem perspectivas de trégua, deixando um rastro de destruição e provocando um desastre humanitário na Faixa de Gaza. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o crescente número de pessoas enfrentando fome, enquanto a maioria dos hospitais na região encontra-se fora de operação. Jehad Abu Hassan, coordenador da ONG francesa Primeiras Urgências na Faixa de Gaza, destaca a crítica situação de insegurança alimentar no enclave palestino.

Com um passaporte francês, Abu Hassan foi repatriado em 6 de novembro, mas continua recebendo mensagens de familiares na Faixa de Gaza, que descrevem as difíceis condições de vida.

“Atualmente, é extremamente difícil encontrar comida. Há escassez de praticamente tudo: alimentos, água, assistência médica, etc. E os poucos produtos disponíveis no mercado são muito caros”, afirma.

A situação de fome é uma realidade em muitos lugares, com relatos de pessoas dividindo escassos recursos. Abu Hassan ressalta que a ajuda alimentar fornecida pela ONU acontece a cada 4 ou 5 dias, mas as condições de distribuição são precárias. A escassez de água, aliada às condições climáticas difíceis, contribui para a propagação de doenças.

O bloqueio de Israel também impactou a chegada de caminhões com ajuda humanitária, reduzindo significativamente o fornecimento essencial. Enquanto a comunidade internacional apela por uma trégua, os bombardeios continuam, intensificando a crise humanitária. O conflito já resultou em milhares de mortes e dezenas de milhares de feridos, enquanto o acesso limitado aos serviços de telecomunicações agrava ainda mais a situação.

*Com informações da RFI.


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