A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta quarta-feira (06/12/2023) o Projeto de Lei 1.501/2023, que autoriza o governo estadual a negociar a participação acionária na Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Com 62 votos favoráveis e um contrário, a decisão ocorreu sob intensos protestos de trabalhadores da companhia e organizações contrárias à privatização. Todos os deputados de oposição se retiraram do plenário, e a votação foi marcada por tumultos que resultaram em detenções e feridos.
A galeria do plenário foi esvaziada após confrontos entre manifestantes e a Polícia Militar, o que levou à suspensão temporária da votação. Quatro manifestantes foram detidos, e cinco ficaram feridos. O deputado estadual Maurici informou que o grupo está mobilizado em frente ao 26º Distrito Policial, denunciando as detenções como prisão política.
O sindicato dos trabalhadores em água, esgoto e meio ambiente do estado de São Paulo (Sintaema) e o Movimento Luta de Classes se posicionaram contra a privatização da água, destacando que lutar por esse direito não é crime. Mesmo com os protestos, o projeto foi aprovado e seguirá para a sanção do governador, Tarcísio de Freitas.
Em nota, Freitas afirmou que a privatização é um avanço para o estado, contribuindo para a universalização do saneamento, despoluição de mananciais e melhoria da disponibilidade hídrica. Manifestantes prometem continuar mobilizados e destacam que mais de 50% da população é contra as privatizações em São Paulo.
*Com informações da Agência Brasil.








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