Carnaval 2024: Maior investimento da história impulsiona 132 blocos afros nos circuitos de Salvador e interior

Ao som envolvente de Malê Debalê, Grupo Quixabeira e Comemanche do Pelô, o governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado do vice-governador e coordenador do Carnaval da Bahia, Geraldo Júnior, juntamente com secretários de estado, brindou oficialmente na noite de terça-feira (16/01/2024) o Carnaval Ouro Negro 2024. O lançamento ocorreu no Largo Quincas Berro D’Água, no Pelourinho, em Salvador, marcando o início de uma celebração grandiosa.

Os secretários da cultura, Bruno Monteiro, e da promoção da igualdade racial, Ângela Guimarães, responsáveis pelo programa de incentivo, anunciaram as inovações para este ano. Com um investimento recorde de aproximadamente R$ 15 milhões destinados às manifestações culturais da diáspora na Bahia – o dobro do investido em 2023 – o Carnaval Ouro Negro 2024 promete ser um marco na história cultural do estado.

Durante o evento, o governador e o vice-governador entregaram oficialmente o Selo do Carnaval Ouro Negro 2024, reforçando o compromisso do governo com a preservação e promoção da cultura afro-brasileira. Em suas palavras, Jerônimo Rodrigues destacou a importância dos blocos afros, ressaltando que eles desempenham um papel crucial na preservação da cultura e no fortalecimento da ancestralidade e da força do povo negro.

O secretário da Cultura, Bruno Monteiro, enfatizou o comprometimento do Estado com a cultura popular identitária, evidenciado pelo aumento de 127% no número de entidades beneficiadas. Além disso, Monteiro destacou que o investimento no Ouro Negro não se limita apenas ao Carnaval, abrangendo também outras festas populares em todo o estado.

Este ano, o programa contemplará 132 propostas, um acréscimo de 70 em relação a 2023. Com 103 grupos participando apenas do Carnaval de Salvador, incluindo Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Olodum, Malê Debalê, Cortejo Afro, Bloco Alvorada, Bankoma e Banda Didá, a festa será uma homenagem aos 50 anos da presença dos blocos afros nos circuitos, com o tema “Nossa energia é ancestral”. Além dos tradicionais circuitos Dodô, Osmar e Batatatinha, os blocos também participarão de outros circuitos, ampliando sua presença para os carnavais do interior, Micareta de Feira de Santana, Lavagem de Itapuã e de Santo Amaro.

O coordenador do carnaval, Geraldo Júnior, ressaltou que o Ouro Negro representa a valorização dos artistas da Bahia e da cultura afro-brasileira. Com quase 15 milhões de investimentos no axé, afro, reggae, samba, samba de roda, entre outros, o programa busca valorizar as pessoas, músicos e artistas que contribuem para a riqueza cultural do estado.

A ampliação do Programa Ouro Negro inclui uma política de inclusão, visando a participação de entidades com dirigentes LGBTQIAPN+, jovens negros e/ou mulheres negras. A secretária Ângela Guimarães, titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, destacou o objetivo de estimular o equilíbrio na presença de mulheres e pessoas LGBT na direção dos blocos, promovendo a diversidade e a justiça social.

Entre os blocos contemplados, o Filhas de Gandhy, que destaca as mulheres negras, comemorará seus 45 anos neste Carnaval. Cherry Almeida, diretora do Filhas de Gandhy, expressou a importância do reconhecimento do governo, destacando que é um gesto democrático fortalecer e empoderar as mulheres nos blocos de Carnaval.

A matéria percorreu a história do Programa Ouro Negro, que teve início como edital em 2008 e, em 2014, foi reconhecido como política pública com a publicação da Lei nº 13.182. Além de participarem dos desfiles, as entidades beneficiadas desenvolvem projetos que estimulam a cultura cidadã em suas comunidades, consolidando o Ouro Negro como uma iniciativa que vai além do Carnaval, enraizando-se nas raízes culturais da Bahia.


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