Um levantamento do Observatório Nacional dos Direitos Humanos, plataforma vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, revelou que uma em cada quatro pessoas em situação de rua no Brasil reside em São Paulo. Os dados, referentes a julho de 2023, indicam que a cidade paulista abrigava 54.812 pessoas nessa condição, número que pode ser ainda maior, uma vez que considerou apenas aqueles inscritos no Cadastro Único. O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 14.004 pessoas, seguido por Belo Horizonte, com 11.796.
O estudo aponta um aumento significativo no número de pessoas em situação de rua no país, quase dobrando de 116.799 em 2018 para 221.113 em julho de 2023. Essa crise se reflete em um aumento igualmente expressivo no número de municípios afetados, passando de 1.215 para 2.354 no mesmo período, representando quase 42% dos municípios brasileiros.
De acordo com o presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua, Robson Mendonça, os números podem ser ainda maiores, chegando a 69 mil apenas em São Paulo. Ele ressalta a carência de políticas públicas como um fator crítico para o aumento desse cenário, destacando a falta de abrigos e a diminuição da situação aquisitiva das pessoas como motivadores.
Sete cidades brasileiras, incluindo Salvador, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba, Campinas e Florianópolis, concentram 51,5% da população em situação de rua do país em 2023.
Procurada, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo destacou que a cidade possui a maior rede socioassistencial da América Latina, oferecendo cerca de 24 mil vagas de acolhimento para pessoas em situação de rua.
O perfil da população em situação de rua em 2023 mostrou predominância masculina (88%), idade adulta (57% entre 30 e 49 anos) e maioria negra (68%). Problemas familiares (44%), desemprego (38%) e alcoolismo/drogas (28%) foram apontados como principais motivos para a situação de rua. A violência contra essa população também é alarmante, com 48.608 notificações de violência registradas entre 2015 e 2022.
*Com informações da Agência Brasil.
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