Na manhã de quarta-feira (17/01/2024) em Davos, durante uma mesa-redonda no Fórum Econômico Mundial, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, focalizou as preocupações da União Europeia quanto à ameaça russa e aos crescentes conflitos no Oriente Médio. No dia anterior, Zelensky, ao participar do evento, delineou seu objetivo para 2024: conquistar o “domínio do espaço aéreo” para enfrentar a presença de aviões, mísseis e drones russos.
O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kouleba, também presente, expressou a meta de Kiev para 2024: “expulsar as tropas russas do país”. Kouleba enfatizou a importância de controlar os céus, indicando que isso determinará o desfecho da guerra. No entanto, reconheceu que a derrota da Rússia exigirá “tempo” e “ajuda contínua” do Ocidente.
O receio de hesitações americanas e europeias em fornecer apoio adicional preocupa a Ucrânia, que teme a possibilidade de congelamento do conflito, favorecendo a Rússia. Kouleba reiterou a necessidade de aquisição de aviões e mísseis de longo alcance, destacando a urgência de apoio ocidental.
Zelensky alertou que qualquer atraso na assistência representa uma ameaça à “segurança do continente europeu”, sublinhando que a falta de recursos essenciais, como artilharia e mísseis antiaéreos, comprometeria a capacidade de repelir ataques. O presidente ucraniano levantou o espectro de uma futura “guerra” entre a Otan e a Rússia, caso a ajuda internacional não seja efetiva.
Em Paris, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou um acordo de fornecimento de armas à Ucrânia, alinhando-se ao Reino Unido. Macron, antecipando sua visita à Ucrânia em fevereiro, afirmou que Paris fornecerá “várias centenas de bombas” e outros armamentos, destacando a determinação europeia em impedir o avanço russo no conflito.
*Com informações da RFI.









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