Os ferroviários alemães deram início a uma greve histórica que se estenderá por seis dias, tornando-se a mais longa do setor na história do país. O movimento, originado por conflitos sobre salários e horários de trabalho, começou na quarta-feira (24/01/2024), às 2 horas (horário local) para o transporte de passageiros e na noite de terça-feira para o transporte de mercadorias. A greve, que deve custar milhões de euros à economia alemã, representa um desafio para a maior economia da Europa, que já enfrenta contratempos econômicos.
O ministro alemão dos Transportes, Volker Wissing, classificou a greve como “destrutiva”, alertando para o impacto negativo na competição internacional. O país, cujo PIB contraiu 0,3% no ano passado, enfrenta agora uma paralisação que pode afetar significativamente a cadeia de abastecimento, impactando entregas a centrais elétricas, refinarias e setores industriais. O grupo Deutsche Bahn, responsável pela operação ferroviária, alerta que mesmo após o fim da greve, serão necessários dias ou semanas para que a rede europeia esteja operacional.
Os prejuízos econômicos e as possíveis interrupções no fornecimento de energia e combustível a diversas indústrias aumentam a tensão em um contexto já desafiador para o setor logístico, marcado pelos custos adicionais e atrasos no transporte marítimo de mercadorias devido ao desvio do Mar Vermelho.
A Deutsche Bahn salienta que cada dia de greve resulta em custos estimados em dezenas de milhões de euros. O sindicato dos maquinistas GDL, responsável pela greve, exige aumentos salariais para compensar a inflação e uma redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais durante quatro dias, enquanto a empresa oferece 37 horas semanais pelo mesmo salário.
Este movimento social, inserido em um cenário de aumento de conflitos sociais na Alemanha, representa um desafio adicional para a coalizão governamental do chanceler Olaf Scholz, que enfrenta altos índices de impopularidade em um momento de negociações salariais tensas em diversos setores da indústria e dos serviços.
*Com informações da RFI.








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