Na segunda-feira (29/01/2024), a Polícia Federal deflagrou uma nova operação em meio às crescentes alegações de utilização indevida de sistemas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro. O foco da investigação recai sobre Carlos Bolsonaro, vereador e filho do ex-presidente, suspeito de acessar informações de maneira ilegal.
A operação resultou na emissão de nove mandados de busca e apreensão, distribuídos em diferentes cidades do país. Cinco deles foram executados no Rio de Janeiro, onde Carlos Bolsonaro reside, enquanto os demais se estenderam por Angra dos Reis (RJ), Brasília (DF), Formosa (GO) e Salvador (BA). O mandado expedido para a residência do vereador e para a Câmara Municipal do Rio busca evidências de possível envolvimento de assessores de Carlos Bolsonaro na obtenção ilícita de informações junto ao ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem.
Na semana passada, Ramagem teve seus dispositivos eletrônicos apreendidos, e a atual operação visa o “núcleo político” do ex-diretor, incluindo aliados tanto da época da Abin quanto de seu atual mandato como deputado federal. A PF destaca que, caso sejam encontrados equipamentos ou evidências de uso indevido da Abin, os investigados poderão responder por crimes como invasão de dispositivo informático, organização criminosa e interceptação ilegal de comunicações.
Além das suspeitas relacionadas a Carlos Bolsonaro, as investigações apontam que a Abin pode ter sido utilizada para beneficiar outros dois filhos do ex-presidente, Flávio e Jair Renan. Até o momento, Carlos Bolsonaro não se pronunciou sobre a operação.
Carlos Bolsonaro, vereador desde 2001, está em seu sexto mandato consecutivo na Câmara Municipal do Rio. Ele foi apontado por Mauro Cid, ex-braço-direito de Jair Bolsonaro, como o líder do chamado “gabinete do ódio”, uma estrutura paralela criada no Palácio do Planalto para atacar adversários e instituições.
*Com informações da Sputnik News.











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