Na manhã desta terça-feira (16/01/2024), a Justiça determinou a transferência de três policiais militares, Jackson Macedo Araújo Júnior, Josenilson Souza da Conceição e Roque de Jesus Carvalho, para o Presídio Federal de Campo Grande (MS). A medida ocorreu em cumprimento à decisão judicial exarada pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Feira de Santana e, posteriormente, ratificada pelo Juízo Federal Corregedor, foi executada por agentes Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público estadual, Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (GAEP), Polícia Federal e Força Correcional Integrada (Force/Coger) da Secretaria de Segurança Pública, visa a resguardar a sociedade diante da periculosidade atribuída aos acusados.
A transferência ocorreu após a ‘Operação El Patron‘, que resultou na prisão de seis pessoas, incluindo os três policiais, e na denúncia de mais 12 indivíduos pelo Ministério Público da Bahia (MPBA). A ação desvelou uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro proveniente do jogo do bicho, agiotagem e receptação qualificada, atuante na região de Feira de Santana, na Bahia.
Os PMs, apontados como o núcleo armado da Orcrim, são acusados de utilizar violência para cobrar dívidas relacionadas às atividades ilícitas do grupo, especialmente agiotagem e jogos de azar. As investigações indicam que o trio movimentou cerca de R$ 15 milhões e possui bens e imóveis não declarados, revelando um patrimônio incompatível com suas rendas declaradas.
Durante as buscas nas celas do Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas (RMS), onde os policiais estavam detidos, foi encontrado e apreendido um aparelho celular. Esse dispositivo será periciado para a extração e análise de seu conteúdo, como parte das diligências em curso.
El Patron
A ‘Operação El Patron‘ objetivou desarticular uma estruturada e sofisticada organização criminosa especializada na lavagem de capitais advindos de jogo do bicho, agiotagem, extorsão, receptação qualificada, entre outras infrações penais, atuante em Feira de Santana e cidades vizinhas, e resultou na emissão de dez mandados de prisão preventiva, com cumprimento de prisão preventiva de seis pessoas, além do cumprimento 35 mandados de busca e apreensão, bloqueio de mais de R$ 200 milhões em contas bancárias dos investigados, e o sequestro de 26 imóveis urbanos e rurais. Além disso, seis empresas tiveram suas atividades econômicas suspensas.
As investigações prosseguem para apurar a participação de outras pessoas, e se condenados, os envolvidos enfrentarão penas que somadas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.
A referida operação
*Com informações do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA).

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