A decisão do presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, de dissolver o Parlamento e convocar eleições legislativas para 10 de março de 2024 marca o desfecho de uma crise política desencadeada pela demissão do primeiro-ministro socialista, António Costa, em novembro de 2023. A renúncia de Costa seguiu uma série de prisões e indiciamentos, incluindo seu chefe de gabinete e ministro de Infraestruturas, em um caso de tráfico de influência. O próprio Costa foi alvo de investigação por prevaricação. Diante desse cenário, os principais partidos se preparam para as eleições dentro de oito semanas.
O Partido Socialista, que lidera as pesquisas sem alcançar maioria absoluta, nomeou Pedro Nuno Santos como novo secretário-geral em dezembro. Enquanto isso, o Partido Social Democrata (PSD), sob liderança de Luís Montenegro, formou uma coalizão com duas pequenas agremiações de direita. O partido de extrema direita “Chega” entra na corrida eleitoral como a terceira força política, buscando capitalizar sua ascensão desde as eleições legislativas de janeiro de 2022, onde conquistou 12 assentos. Seu congresso recente marcou o início oficial da campanha eleitoral, consolidando-se como um player significativo no panorama político português.
*Com informações da RFI.








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