O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente um levantamento que revela as cinco cidades brasileiras que mais ganharam participação no Produto Interno Bruto (PIB) em 2021. Surpreendentemente, quatro delas estão localizadas no estado do Rio de Janeiro, com uma “intrusa” vinda de São Paulo. O fenômeno está intrinsecamente ligado à arrecadação substancial proveniente de royalties de petróleo e gás natural.
Maricá, Saquarema, Niterói, São Sebastião e Campos dos Goytacazes lideram esse movimento econômico ascendente. O destaque vai para Maricá, que registrou um impressionante aumento de 0,5 ponto percentual em sua participação no PIB nacional. A extração de petróleo e gás natural foi apontada como o motor desse desempenho notável, uma constante também para Saquarema e Campos dos Goytacazes, todos situados no Rio de Janeiro.
No entanto, o aumento da participação de Niterói no PIB nacional em 0,2 ponto percentual revela uma dinâmica mais complexa. O professor Rodrigo Leite, do Instituto Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), argumenta que além do influxo relacionado ao petróleo, a migração de pessoas e atividades econômicas do Rio de Janeiro para Niterói também contribuiu para esse crescimento.
Os royalties, compensações financeiras pagas por empresas exploradoras de petróleo e gás, foram cruciais nesse cenário. Maricá liderou recebendo R$ 1,2 bilhão em royalties em 2021, seguido por Macaé, Niterói, Saquarema e Campos dos Goytacazes. Este último, embolsando R$ 452 milhões, se destaca como uma das cidades que mais ganhou participação no PIB brasileiro.
São Sebastião, cidade litorânea de São Paulo, figura como um intruso na lista. Seu sucesso também é, em parte, atribuído ao recebimento de royalties do petróleo, registrando R$ 126 milhões em 2021, elevando-se à 17ª posição entre todos os municípios do país.
O caso de Maricá merece atenção especial, pois em apenas dois anos, pulou da 354ª para a 26ª colocação em participação no PIB, chegando a ser uma das oito cidades mais ricas do Brasil. Essa transformação econômica revela não apenas um fenômeno regional, mas um redimensionamento significativo na hierarquia econômica nacional.








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