Ronnie Lessa aponta Domingos Brazão como mandante do assassinato de Marielle Franco

Em uma delação premiada ainda não homologada, Ronnie Lessa, réu pelo assassinato de Marielle Franco, aponta Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, como mandante do crime. (Foto: Solon Neto)
Em uma delação premiada ainda não homologada, Ronnie Lessa, réu pelo assassinato de Marielle Franco, aponta Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, como mandante do crime. (Foto: Solon Neto)

Em uma reviravolta nas investigações sobre o assassinato brutal da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Ronnie Lessa, réu confesso e acusado pelo crime, revela em uma delação premiada não homologada que o mandante por trás das mortes é Domingos Brazão, ex-deputado estadual e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). As informações, divulgadas pelo portal The Intercept nesta terça-feira (23/01/2024), já eram parte de uma linha de investigação da polícia.

O relato de Lessa reforça suspeitas levantadas anteriormente, principalmente pela então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que em setembro de 2019 apontou Domingos Brazão como suspeito de ser o mandante do crime. Na época, chamou a atenção o fato de o ex-presidente Jair Bolsonaro ter concedido passaportes diplomáticos a familiares de Brazão.

Brazão, ligado a políticos suspeitos de envolvimento com milícias, teria ordenado o assassinato de Marielle em represália a Marcelo Freixo, conhecido por seu combate às milícias. O político carioca foi apontado em 2008, durante a CPI das Milícias, como aliado da milícia que controlava a comunidade de Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio. Marielle, que trabalhou por uma década com Freixo, tornou-se vereadora em 2016 e foi assassinada em um crime que ainda ecoa na busca por justiça.

Domingos Brazão, anteriormente investigado na operação Quinto do Ouro, ressurgiu no TCE-RJ após sua recondução ao cargo por votação na 13ª Câmara de Direito Privado, em 2023, após ter sido preso sob suspeitas de desvio de verbas públicas em 2017.

*Com informações da Sputnik News.

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