A construção do submarino nuclear brasileiro, parte integrante do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), estabelecido no acordo militar entre Brasil e França em 2009, tornou-se alvo de atenção internacional. Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), recentemente expressou preocupações sobre a obtenção do aval da ONU para operar tal submarino. Especialistas em assuntos militares, como Guilherme Carvalho, pesquisador da Escola de Guerra Naval (EGN), destacam que a resistência global a esse tipo de tecnologia, especialmente pelos Estados Unidos, pode ser atribuída ao temor de seu uso não pacífico e ao desequilíbrio de poder.
O Prosub, que já entregou submarinos de propulsão convencional, enfrenta desafios adicionais para obter aprovação para o submarino de propulsão nuclear, o Álvaro Alberto. A necessidade de abandonar posições históricas de resistência a inspeções detalhadas de instalações atômicas é apontada por Grossi como um requisito para a aprovação. Especialistas, no entanto, ressaltam as parcerias internacionais do Brasil, especialmente com a França, Reino Unido, Rússia e China, como fatores que podem facilitar o caminho diplomático do país.
A comparação com a Austrália, que também busca aprovação para submarinos nucleares, destaca a complexidade geopolítica desses projetos. Enquanto o Brasil tem uma abordagem autóctone e de longa maturação, a Austrália, no âmbito da aliança AUKUS com EUA e Reino Unido, visa conter a influência chinesa. Os especialistas apontam que, apesar dos desafios, a experiência e comprometimento do Brasil com a energia nuclear podem contribuir para a aprovação da ONU.
*Com informações da Sputnik News.








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