Na manhã desta terça-feira (30/01/2024), o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, prestou depoimento na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. O parlamentar, alvo da operação Vigilância Aproximada, que apura o suposto uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar ilegalmente autoridades e adversários políticos, chegou por volta das 10h e deixou as instalações às 10h45, sem prestar declarações à imprensa.
No dia anterior à sua visita à PF, Carlos Bolsonaro, através da rede social X (antigo Twitter), informou que o motivo do depoimento estava relacionado a uma postagem realizada por ele em 2023. A operação da PF realizada na segunda-feira (29) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a Carlos Bolsonaro e outros investigados.
A investigação revelou que uma das assessoras do vereador solicitou ajuda da Abin para proteger a família Bolsonaro de investigações contrárias ao clã político. Os diálogos entre a assessora e Priscilla Pereira e Silva, também assessora da Abin, constam na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que embasa a operação. As mensagens indicam a tentativa de obtenção de informações privilegiadas por parte do vereador, reforçando a complexidade do caso.
A operação Vigilância Aproximada é um desdobramento da ação realizada na quinta-feira (25), que teve como alvo o então diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem. Carlos Bolsonaro teve seu celular e três computadores apreendidos em sua residência em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, além de mandados cumpridos em seu gabinete na Câmara dos Vereadores, na capital fluminense.











Deixe um comentário