PF encontra ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro para disparo de Fake News e o intima a depor; Órgão negocia delações

A Polícia Federal (PF) fez uma descoberta surpreendente no âmbito de suas investigações sobre o governo anterior de Jair Bolsonaro. Encontraram evidências de que o ex-presidente teria solicitado a aliados que espalhassem fake news, o que levou à sua intimação para prestar depoimento. A mensagem encontrada no celular do empresário Meyer Nigri revela uma ordem direta de Bolsonaro para o disparo de informações falsas.

A mensagem, atribuída ao contato “PR Bolsonaro 8”, contém ataques a membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e notícias falsas sobre urnas e pesquisas. A mensagem finaliza com a ordem enfática “Repasse ao máximo”. Posteriormente, o empresário responde ao ex-presidente que já havia repassado a mensagem para vários grupos.

A descoberta levou a PF a intimar Jair Bolsonaro, nesta terça (22/08/2023), para prestar depoimento, com a data possivelmente agendada para o dia 31 de agosto. No entanto, a defesa do ex-presidente solicita acesso aos autos da investigação antes que ele seja interrogado.

Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes determinou que empresários como Meyer Nigri e Luciano Hang, da Havan, permaneçam sob investigação por supostamente contribuírem para a disseminação de fake news. Esses empresários fazem parte de um grupo que teria contribuído para espalhar informações falsas, segundo a mídia.

Paralelamente a esses acontecimentos, rumores sobre possíveis delações premiadas emergiram a cada operação da PF relacionada à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do 8 de janeiro. Embora essas delações ainda não tenham se concretizado, fontes da PF afirmam que estão em negociações avançadas com servidores do Ministério da Justiça e da Polícia Rodoviária Federal envolvidos nas operações do segundo turno das eleições de 2022. Essas negociações visam esclarecer a extensão da cadeia de comando por trás das operações de bloqueio nas estradas do Nordeste durante o segundo turno, alegadamente com o objetivo de prejudicar a movimentação de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva.

À medida que as investigações continuam, o Brasil está atento às revelações que podem surgir dessas negociações e do depoimento do ex-presidente, potencialmente lançando luz sobre o uso de fake news e estratégias questionáveis durante seu mandato.


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