Nesta sexta-feira (05/01/2023), o Zhongzhi Enterprise Group, uma figura proeminente entre os gestores de fortunas privadas na China, teve seu pedido de falência oficialmente aceite pelo tribunal. Isso marca um capítulo sombrio na trajetória do gigante financeiro, que já havia declarado insolvência em novembro. O tribunal fundamentou sua decisão na insuficiência de ativos para quitar as massivas dívidas do Zhongzhi.
As autoridades chinesas anunciaram em novembro uma investigação sobre a empresa, revelando um défice colossal, atingindo a marca de 36,4 mil milhões de dólares. O Gabinete de Segurança Pública de Pequim declarou estar investigando “muitos suspeitos” relacionados a atividades ilegais ligadas às empresas de gestão de fortunas associadas ao Zhongzhi Enterprise Group. Essas entidades, apesar de funcionarem como bancos, operam em um ambiente pouco regulamentado, dependendo das economias familiares para oferecer empréstimos e investir em ativos diversos.
O Zhongzhi, nos últimos anos, intensificou seu financiamento a promotores imobiliários em dificuldade, exacerbando a crise de liquidez enfrentada pelo setor imobiliário chinês. O colapso do gigante não apenas levanta questões sobre a vigilância regulatória nessas empresas de gestão de fortunas, mas também destaca os desafios enfrentados pelo mercado financeiro chinês.








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