A preocupação com a recente escalada de casos graves de dengue no Brasil ganhou destaque durante uma reunião crucial entre representantes do Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, ressaltou a alarmante tendência, especialmente entre os idosos que apresentam alguma condição médica pré-existente. Com mais de 7,7 mil casos considerados graves e com sinais de alarme, conforme dados do ministério, Ethel Maciel enfatizou a necessidade urgente de uma abordagem diferenciada para essa faixa etária no sistema de saúde.
“Eles não podem competir com todos os outros para serem avaliados”, afirmou Ethel Maciel, enfatizando a importância de uma porta de entrada específica para diagnóstico inicial e tratamento diferenciado para os pacientes idosos com dengue e complicações.
Embora haja um aumento nos casos graves, a secretária observou uma menor letalidade associada à doença. Os sorotipos predominantes atualmente no Brasil são o 1 e o 2, mas há registros também dos tipos 3 e 4, contrastando com o cenário do ano anterior, em que o principal sorotipo em circulação era o 2.
Dados alarmantes do painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde revelam que desde o início do ano foram registrados 991 mil casos prováveis de dengue, com 195 mortes confirmadas e 674 óbitos em investigação. O índice de incidência, calculado atualmente em 488 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, demonstra a urgência de medidas preventivas e de combate à doença.
Enquanto isso, o Ministério da Saúde, em colaboração com estados e municípios, prepara-se para o Dia D de combate à dengue, agendado para o próximo sábado (2). Sob o tema “Brasil Unido Contra a Dengue”, serão realizadas atividades de conscientização para a população, visando orientar sobre os cuidados para evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença.
Quanto à vacinação, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, esclareceu que a oferta da vacina contra a dengue continua para os municípios selecionados pela pasta, direcionada à faixa etária entre 10 e 14 anos. Com a ampliação da produção de doses pela Takeda em parceria com o laboratório indiano Biological, a meta de entrega de 100 milhões de doses da vacina Qdenga até 2030 poderá ser alcançada, oferecendo uma esperança adicional na luta contra a doença.
*Com informações da Agência Brasil.








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