No cenário econômico de 2023, a Bahia enfrenta desafios significativos, destacando-se pelo 5º menor rendimento domiciliar per capita do país, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O rendimento médio mensal por pessoa no estado atingiu R$ 1.139, representando um aumento de 12,8% em termos nominais, ou seja, sem considerar os efeitos da inflação, em comparação a 2022. Embora tenha subido uma posição no ranking estadual, a Bahia manteve-se como o 6º entre os 9 estados nordestinos.
O Brasil como um todo viu um crescimento de 16,5% na renda domiciliar per capita média, atingindo R$ 1.893. Esse aumento, observado em todas as 27 unidades da Federação, posicionou a Bahia como o 17º em termos percentuais e o 6º menor em termos absolutos de ganho. Os dados do IBGE, utilizados no rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), são cruciais para determinar a distribuição de recursos, conforme previsto na Lei Complementar 143/2013.
Apesar do aumento no rendimento, a Bahia ainda enfrenta desafios consideráveis. O rendimento médio domiciliar per capita de R$ 1.139 permanece abaixo do salário mínimo vigente (R$ 1.302), embora tenha reduzido a distância em relação aos anos anteriores. Em 2023, a tabela classificatória revela a persistência das disparidades regionais, com estados como Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro liderando a lista, enquanto Maranhão, Acre e Alagoas enfrentam os menores rendimentos.









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