A crescente presença militar brasileira na região norte tem suscitado preocupações sobre potenciais atritos entre Brasil e França, nação amazônica vizinha. Especialistas consultados pela Sputnik Brasil discutem o significado desse movimento e exploram as dinâmicas ocultas que permeiam o território ultramarino francês.
Em meio às controvérsias sobre o tratado do Mercosul, o Primeiro-Ministro francês, Gabriel Attal, rejeitou categoricamente o acordo, desencadeando um impacto considerável nas negociações bilaterais com o Brasil. Esse impasse aprofundou a tensão entre as duas nações, especialmente dada sua proximidade na densa floresta amazônica, uma área geopolítica cada vez mais sensível.
A Guiana Francesa, com seu valor estratégico tanto na América do Sul quanto na Amazônia, emerge como um ponto focal nesse cenário. Analisada pelo Professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Paulo Gustavo Pellegrino Correa, a região revela possibilidades de exploração de petróleo, ao lado de interesses geopolíticos claros.
O isolamento relativo e a pequena população de cerca de 302 mil habitantes da Guiana Francesa parecem ser produtos de uma política deliberada da França. De acordo com o Professor de História da UNIFESP, Iuri Cavlak, as autoridades francesas controlam estritamente o território, evitando seu povoamento, especialmente por não-franceses.
A base espacial de Kourou, estabelecida em 1968, emerge como um dos principais pontos de interesse francês na região. Esta base não só é vital para a economia local, mas também representa um enclave de riqueza e expertise tecnológica, contrastando com as condições sociais e econômicas da população local.
Os guianenses, uma mistura de cidadãos franceses e estrangeiros, muitas vezes enfrentam discriminação e desigualdade em relação aos franceses metropolitanos. A sublevação popular em 2017 reflete a frustração e a aspiração por maior autonomia e desenvolvimento no território.
*Com informações da Sputnik News.
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