O presidente da Câmara dos Estados Unidos, Mike Johnson, declarou que não pretende submeter o projeto de lei de ajuda externa, no montante de US$ 95 bilhões (R$ 470 bilhões), à votação em plenário. O texto visa destinar recursos para a Ucrânia e Israel, ambos países em conflito respaldados pelo governo norte-americano.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de levar o projeto ao plenário, Johnson afirmou categoricamente que não. Embora o Senado, de maioria democrata, já tenha aprovado a proposta, ela aguarda a ratificação da Câmara, dominada pelos republicanos. A controvérsia entre o governo de Joe Biden e os republicanos reside na alocação de mais recursos para lidar com a imigração irregular na fronteira EUA-México, em detrimento das prioridades estrangeiras.
O Senado aprovou, anteriormente, o projeto com US$ 60 bilhões (R$ 297 bilhões) destinados à Ucrânia, US$ 14 bilhões (R$ 69 bilhões) para Israel, e outros fundos voltados para a segurança nacional dos EUA. No entanto, a proposta exclui reformas na política de fronteira, uma demanda crucial para os republicanos.
Fontes do Congresso indicam a ausência de um cronograma definido para a votação na Câmara, mas especula-se que a maioria republicana possa dividir o projeto em votações separadas para facilitar a aprovação. O presidente da Câmara, Johnson, expressou sua oposição ao projeto, argumentando que a questão mais premente para os Estados Unidos é a segurança nas fronteiras, e a Câmara continuará a abordar esse assunto conforme sua própria determinação.








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