A análise divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) revela que a concessão de rodovias federais à iniciativa privada tem se mostrado uma estratégia eficaz para impulsionar a modernização e segurança das BRs em todo o país. Em 2022, as rodovias federais sob concessão receberam um investimento médio 280% superior àquelas administradas pelo poder público. Enquanto as concessionárias desembolsaram em média R$ 486,55 mil por quilômetro, os investimentos governamentais alcançaram apenas R$ 127,42 mil por quilômetro.
Fernanda Schwantes, gerente-executiva de Economia da CNT, destaca que esse maior volume de investimento resulta em rodovias mais seguras e bem mantidas para os motoristas. Ela ressalta que as concessionárias, por meio de um modelo de governança rigoroso, promovem investimentos e melhorias na qualidade dos serviços, como atendimento e resposta a emergências. O estudo da CNT também revela que a mortalidade nas rodovias federais concedidas à iniciativa privada é cerca de 40% menor do que nas geridas pelo governo federal.
Além disso, a pesquisa aponta que 64,1% da malha rodoviária concedida à iniciativa privada está em ótimo ou bom estado, enquanto apenas 22,9% das rodovias sob domínio público apresentam essas condições. Diante desse cenário, o Ministério dos Transportes planeja leiloar 13 lotes de rodovias federais somente em 2024, prevendo investimentos da ordem de R$ 122 bilhões. Contudo, especialistas alertam para a necessidade de um equilíbrio entre investimentos públicos e privados, especialmente em trechos menos atrativos economicamente, para garantir a conservação e melhoria contínua da infraestrutura rodoviária em todo o país.








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