A construtora Novonor S.A., anteriormente conhecida como Odebrecht, obteve uma significativa decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), resultando na suspensão do pagamento de R$ 3,8 bilhões vinculado a um acordo de leniência celebrado em 2016 com o Ministério Público Federal (MPF), no contexto da operação Lava Jato. A empresa fundamentou sua ação na alegação de que o ex-juiz e atual senador Sérgio Moro (União Brasil) era “reconhecidamente suspeito” em sua atuação durante a Lava Jato. O ex-ministro da Justiça terá a cassação de seu mandato no Congresso votada ainda em fevereiro.
A decisão foi proferida pelo ministro Dias Toffoli, do STF, que acolheu o pedido da construtora, levando em consideração a argumentação de que Moro agia em parceria com o MPF e pressionava executivos da Odebrecht com provas obtidas ilegalmente. A Novonor afirmou que as operações Juízo Final e Erga Omnes, fases 7ª e 14ª da Lava Jato entre novembro de 2014 e junho de 2015, resultaram em medidas ostensivas contra pessoas e empresas ligadas ao grupo econômico, incluindo a própria construtora. Argumentou ainda que Moro, enquanto julgador, era suspeito e atuava em conjunto com os órgãos persecutórios.
*Com informações da Sputnik News.








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