Nesta quarta-feira (28/02/2024), a Polícia Federal, em colaboração com o GAECO (Ministério Público da Bahia), desencadeou a operação Stop Driver, uma ação contundente contra uma organização criminosa especializada em fraudes no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O foco da operação concentrou-se no município de Santa Maria da Vitória e suas redondezas, culminando na execução de 21 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão, todos emitidos pelo Juízo Estadual da Vara Criminal de Santa Maria da Vitória.
A diligência, que mobilizou cerca de 90 policiais, estendeu-se por diversas cidades, incluindo Santa Maria da Vitória São Félix do Coribe, Coribe, Santana, Canarana, Bom Jesus da Lapa, Brasília (DF) e Goiânia (GO). Durante a ação, foram apreendidos bens relevantes para a investigação, ocorreu o afastamento de servidores públicos de seus cargos, bloqueio de bens e a prisão de suspeitos, encaminhados à Delegacia da Polícia Federal de Barreiras.
As acusações abrangem crimes como Organização Criminosa, Falsidade Ideológica, Corrupção Ativa, Corrupção Passiva, Prevaricação e Lavagem de Capitais. Estes delitos podem resultar em uma pena máxima que ultrapassa 40 anos de prisão, além da perda de todo o patrimônio adquirido ilicitamente. As investigações prosseguem com o intuito de identificar novos suspeitos e coletar mais informações sobre o esquema fraudulento.
Esquema funcionou por 8 anos
As investigações, iniciadas pelo MP a partir de denúncias anônimas, apontam que o esquema existe desde 2016, ano em que se apurou um “alto” número de habilitações concedidas a residentes distantes de Santa Maria da Vitória, inclusive vindos de outros estados.
O esquema consistia na venda de CNH a pessoas que não passaram pela avaliação exigida pelo Departamento de Trânsito (Detran), portanto sem aprovação técnica quanto a conhecimentos práticos e teóricos para se habilitarem como condutores.
As investigações continuam a partir do material apreendido (computadores, documentos, celulares), com a finalidade de identificar novos suspeitos da prática delituosa e colher novas informações.








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