Ocorreu redução significativa nos crimes violentos na Bahia em janeiro de 2024, afirma Polícia Civil

Em janeiro de 2024, a Bahia registrou uma queda notável de aproximadamente 18% nos crimes violentos e letais, de acordo com levantamento realizado pela Polícia Civil do estado. Os dados revelam uma diminuição de 15,3% na taxa de homicídios, totalizando 360 casos em comparação aos 450 do mesmo período do ano anterior. A redução se estende a outras categorias, como o feminicídio, que teve uma queda de 50%, passando de oito para quatro casos. As lesões corporais diminuíram de 13 para duas ocorrências, e o latrocínio registrou três casos a menos, indo de cinco para dois.

No contexto dos crimes contra o patrimônio, destacou-se a ausência de registros de assaltos a banco. Os roubos de veículos tiveram uma redução de quase 14%, totalizando 952 casos, enquanto o furto de veículos diminuiu 19,1%, com 511 ocorrências contra 632. Os assaltos a ônibus também apresentaram uma redução significativa, com 24 casos a menos, passando de 57 para 33.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) atribui esses resultados positivos ao “trabalho integrado entre polícia civil e militar, investimento e inteligência policial”. Essa melhoria ocorre em meio a uma crise de segurança pública no estado, que enfrentou nos últimos anos um aumento da criminalidade, marcada por disputas territoriais entre facções criminosas.

De acordo com o 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a Bahia figura como o segundo estado mais violento do Brasil, com doze das 50 cidades mais violentas do país. A análise do coordenador da Rede de Observatórios da Segurança na Bahia, Dudu Ribeiro, aponta para diversos fatores que contribuíram para a crise, como o fortalecimento dos batalhões especializados, a precária produção de dados e o investimento em políticas que não demonstram eficácia na promoção da segurança.

Para avaliar a real eficácia das políticas públicas de segurança, especialistas enfatizam a necessidade de observar uma queda sucessiva nos indicadores ao longo do tempo. O monitoramento aprofundado e a qualidade dos dados são fundamentais para identificar abordagens efetivas.

Contudo, moradores como Marlene Matias, do bairro da Federação, em Salvador, expressam preocupação, destacando que a violência ainda persiste em áreas fora de seus bairros. Enquanto a presidente da Comissão de Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Distrito Federal, Izabel Gonçalves, prevê resultados mais sólidos a partir de 2025, ressaltando a necessidade contínua de investimento em inteligência e dados para aprimorar a segurança pública no estado.

*Com informações do Brasil61.


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