Na tarde desta terça-feira (13/02/2024) o Governo Putin anunciou uma decisão sem precedentes ao colocar oficialmente a primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas, na lista de “procurados” da Rússia. Esta é a primeira vez que o país inclui um líder político estrangeiro em tal lista, elevando as tensões já existentes entre a Estónia e a Rússia. O documento divulgado pelo governo russo não detalha as acusações específicas contra Kallas, mas a decisão é vista como uma resposta às posturas firmes adotadas por ela em relação à crise na Ucrânia e ao apoio às sanções contra a Rússia.
Kallas, que tem liderado os esforços em favor da assistência à Ucrânia, tornou-se alvo do Kremlin por suas posições consideradas hostis. O porta-voz de Vladimir Putin, Dmitri Peskov, afirmou que líderes como Kallas são responsáveis por decisões que ultrajam a memória histórica russa. O desagrado de Moscovo em relação à primeira-ministra estoniana remonta à retirada, por sua iniciativa, de monumentos aos soldados soviéticos da Segunda Guerra Mundial de espaços públicos na Estónia. Recentemente, a Estónia expulsou o metropolita da Igreja Ortodoxa russa, acusando-o de apoiar a invasão da Ucrânia.
Este episódio intensifica as tensões entre a Estónia e a Rússia, ambas marcadas por uma história complexa. Anexada pela União Soviética no pós-guerra, a Estónia só recuperou sua independência em 1991. Até agora, o governo estoniano não emitiu comentários sobre a decisão de Moscovo. Contudo, dada a atual estagnação nas relações bilaterais desde o início da invasão russa na Ucrânia, há quase dois anos, a medida é percebida como tendo poucos ou nenhuns efeitos práticos.








Deixe um comentário