No desenrolar das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e a subversão das eleições presidenciais de 2022, uma série de depoimentos à Polícia Federal (PF) tem trazido à tona detalhes cruciais sobre os eventos e as supostas conspirações. Entre os depoentes, destacam-se figuras proeminentes do meio militar e político, cada qual contribuindo com informações relevantes para o esclarecimento dos fatos.
Depoimento do General Laercio Vergílio:
- Argumentou que a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes seria essencial para a restauração da normalidade institucional.
- Negou ter planejado ou executado qualquer ato relacionado à monitoração ou prisão do ministro.
- Ressaltou a importância de agir dentro da legalidade e da ordem, embasado juridicamente na Constituição.
Pacto de Silêncio:
- 14 indivíduos, entre militares e civis, se recusaram a depor, invocando o direito constitucional de não produzirem provas contra si mesmos.
- Entre os que se recusaram, 12 são militares, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, e desempenhavam funções nos núcleos de assessoramento dele ou ocupavam cargos no governo federal.
Depoimento do General Estevam Theóphilo:
- Confirmou participação em reuniões com o ex-presidente Jair Bolsonaro após as eleições de 2022.
- Negou ter discutido a minuta do golpe, operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ou a decretação de Estado de Defesa ou de sítio no país.
Depoimento de Filipe Martins:
- Negou veementemente ter deixado o país antes dos atos golpistas de janeiro de 2023.
- Refutou ser o responsável pela elaboração da minuta de golpe de Estado.
Depoimento do Ex-ministro Anderson Torres:
- Desmentiu qualquer envolvimento em planos de golpe de Estado ou manipulação do processo eleitoral de 2022.
- Negou questionar a integridade do sistema eleitoral e endossar alegações de fraude nas urnas eletrônicas.
Silêncio, Direito Constitucional
Diversos investigados depuseram, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Eles optaram por ficar em silêncio, invocando o direito constitucional de não produzirem provas contra si mesmos.
Ficaram em silêncio:
- Jair Bolsonaro, ex-presidente da República
- Walter Souza Braga Netto, general do Exército e ex-ministro da Casa Civil
- Augusto Heleno Ribeiro Pereira, general e ex-ministro do GSI
- Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa
- Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha
- Ailton Barros, advogado acusado de intermediar inserção de dados falsos sobre vacina no sistema do SUS
- Amauri feres Saad, advogado acusado de ser autor intelectual da minuta do golpe
- Angelo Martins Denicolli, major acusado de participar de gabinete de desinformação
- Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel acusado de fazer parte de gabinete de desinformação
- José Eduardo de Oliveira, padre acusado de participar de reunião sobre golpe
- Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva e ex-assessor de Bolsonaro
- Rafael Martins, major acusado de organizar manifestações golpistas
- Mário Fernandes, ex-chefe substituto da Secretaria-Geral da Presidência da República
- Ronald Ferreira de Araújo Junior, acusado de participar de reunião golpista
- O relato de Mauro Cid, ajudante de ordens de Bolsonaro, continua em sigilo, pois ele fez um acordo de delação premiada.
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