A expansão do mercado de exportação de carne brasileira para a China ganha destaque com a recente decisão da Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) em habilitar mais 38 frigoríficos do Brasil para fornecer carne ao mercado chinês. Essa medida, anunciada na terça-feira (12/03/2024), eleva o número total de estabelecimentos aprovados de 106 para 144, conforme comunicado divulgado pelo Itamaraty.
O processo de habilitação desses novos frigoríficos envolveu uma série de etapas rigorosas, incluindo auditorias presenciais e por videoconferência conduzidas pelo órgão habilitador chinês, em colaboração próxima entre o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), conforme relatado na nota oficial.
Entre os estabelecimentos recém-habilitados, destacam-se 24 frigoríficos de carne bovina e 8 de carne de frango, além de entrepostos frigoríficos e um produtor de carne bovina termoprocessada. Essa inclusão representa um marco significativo, especialmente no contexto da habilitação para exportação de carne bovina termoprocessada, estabelecida em 2019 entre Brasil e China. Além disso, é a primeira vez que entrepostos frigoríficos brasileiros conquistam a habilitação para exportar para a China.
A importância da China como destino primário das exportações brasileiras de carne é inegável, com o país asiático absorvendo aproximadamente 37% do total das exportações de carne do Brasil em 2023, totalizando US$ 8,3 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões), conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Esse cenário destaca a relevância estratégica do mercado chinês para o setor de carne brasileiro.
Além da expansão das exportações para a China, o reconhecimento das Filipinas à equivalência dos sistemas de inspeção sanitária brasileiros representa outro marco significativo. O acordo, concedido pelo Departamento de Agricultura e Inspeção das Filipinas, confere ao Brasil a autorização para certificar e habilitar estabelecimentos auditados pela missão de inspeção filipina, fortalecendo ainda mais a presença do país sul-americano no mercado internacional de carne.
*Com informações da Sputnik News.








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