A situação na capital do Haiti, Porto Príncipe, mergulhou em uma crise profunda, com relatos crescentes de violência e uma escassez alarmante de hospitais para tratar vítimas de ataques armados. Ulrika Richardson, coordenadora humanitária da ONU no país, descreveu a situação como “extremamente alarmante”, destacando a crescente fome e a grave falta de infraestrutura médica para atender às necessidades da população afetada.
A coordenadora enfatizou a importância de conter a propagação da violência da capital para outras áreas do país, enquanto relatava ataques coordenados de gangues a prisões, portos e hospitais nas últimas semanas. A violência generalizada incluiu casos chocantes de tortura e estupros coletivos, especialmente direcionados a mulheres, aumentando ainda mais o sofrimento humano em uma escala sem precedentes.
Além da violência, a crise humanitária no Haiti é agravada pela falta de recursos médicos essenciais. Menos da metade das instalações de saúde em Porto Príncipe está operando normalmente, enquanto a disponibilidade de suprimentos médicos, incluindo bolsas de sangue e medicamentos, permanece inadequada para atender à demanda crescente. O fechamento do aeroporto ao tráfego comercial e as dificuldades de acesso ao porto nacional complicam ainda mais os esforços de importação de bens essenciais.
A resposta humanitária internacional, liderada pela ONU, está enfrentando desafios significativos para fornecer ajuda eficaz diante da deterioração rápida da situação no Haiti. A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) emitiu novas orientações legais para garantir proteção internacional aos haitianos deslocados pela violência de gangues, destacando a necessidade urgente de assistência humanitária e proteção para milhões de pessoas afetadas pela crise.
*Com informações da ONU News.
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