Banco Mundial defende mais concorrência para tirar economias da América Latina e Caribe da estagnação

Vista geral das obras que estão sendo realizadas nas instalações da estação La Magdalena do Metrô de Quito. Equador.
Banco Mundial aponta baixo crescimento econômico na região e destaca necessidade de melhorias no sistema de concorrência para impulsionar o desenvolvimento.

Um estudo recente do Banco Mundial revelou neste mês de abril de 2024 projeções desanimadoras para o crescimento econômico da América Latina e Caribe nos próximos anos. De acordo com o relatório, a economia brasileira deve expandir apenas 1,7% em 2024, um número inferior às estimativas anteriores e abaixo do esperado para os anos subsequentes. William Maloney, economista-chefe da instituição para a região, ressaltou a similaridade das expectativas para a economia regional, apontando um crescimento de 1,6% em 2024. Esses números, os mais baixos entre as demais regiões globais, levantam preocupações sobre a capacidade de impulsionar a prosperidade das famílias na região.

O relatório identificou obstáculos persistentes que têm limitado o potencial de crescimento econômico na América Latina e Caribe. Fatores como baixos níveis de educação, infraestrutura inadequada e altos custos de investimento foram destacados como impulsionadores dessa estagnação, alimentando também o descontentamento social. Sem abordar esses problemas de forma efetiva, a região corre o risco de perder investimentos e oportunidades futuras, como a transição para uma economia de baixo carbono e o aproveitamento do “nearshoring”.

Um dos pontos centrais do estudo é a necessidade urgente de melhorar os sistemas de concorrência na região. Atualmente, o ambiente de negócios é caracterizado por um desequilíbrio marcante entre grandes empresas dominantes e uma miríade de pequenos negócios. Com 70% dos trabalhadores atuando como autônomos ou em empresas com menos de 10 funcionários, muitos estão envolvidos em atividades de baixa produtividade. A aplicação das leis de concorrência é considerada frágil, em grande parte devido à influência das grandes corporações sobre as políticas governamentais.

Para reverter essa tendência, o relatório do Banco Mundial propõe uma série de medidas. Entre elas, destacam-se o fortalecimento dos órgãos de concorrência, o apoio a políticas de inovação e o desenvolvimento das habilidades gerenciais da força de trabalho. Tais ações são vistas como essenciais para promover um ambiente de negócios mais dinâmico e equitativo, impulsionando o crescimento econômico e beneficiando tanto consumidores quanto empresas na América Latina e Caribe.

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Estudo do Banco Mundial: Concorrência O ingrediente que falta para crescer?


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