Decisão da Petrobrás para reabertura da Fafen-PR é marco para volta ao setor de fertilizantes, diz FUP

FUP acompanhará reativação da fábrica e participará das negociações para recontratação de funcionários.
FUP acompanhará reativação da fábrica e participará das negociações para recontratação de funcionários.

A decisão da Petrobrás de iniciar a reativação da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S/A – ANSA, no Paraná, marca um importante retorno da empresa ao setor, alinhando-se aos esforços da categoria petroleira e petroquímica pela reabertura da Fafen-PR, fechada desde 2020. A retomada da produção de fertilizantes pela Petrobrás é parte do programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida foi comunicada pela Petrobrás na noite de quarta-feira (17/04/2024), após uma extensa reunião de diretoria. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) continuará monitorando o processo de reabertura completa da fábrica paranaense, buscando sua efetivação o mais rápido possível, e participará das negociações para a recontratação dos funcionários demitidos. Com o fechamento da Fafen-PR, cerca de mil empregados perderam seus empregos, entre eles 400 diretos e 600 indiretos.

O processo de reinício das operações da planta industrial requer a recontratação dos funcionários demitidos, que possuem a expertise necessária para acompanhar as intervenções preliminares visando o início das obras, incluindo editais e minutas de contratos para fornecimento e manutenção de materiais. Audiências no Tribunal Superior do Trabalho (TST) estão em andamento para discutir os termos de contratação dos trabalhadores da Fafen-PR, com a participação do coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

 “Pretendemos finalizar na próxima semana uma proposta de acordo sobre salários e direitos dos trabalhadores, visando a contratação e recontratação oportuna, permitindo o início das atividades desses profissionais cruciais para a adequação da Fafen-PR antes do prazo limite devido às eleições de 2024, conforme determinação legal.”, declara Bacelar.

A Fafen-PR, em operação desde 1982, entrou no plano de desinvestimento da Petrobrás em 2019, durante o governo Bolsonaro. A unidade era responsável por 30% do mercado brasileiro de ureia e amônia, além de 65% do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32), essencial para veículos de grande porte na redução de emissões. A hibernação da Fafen-PR resultou na perda diária de 2 mil toneladas de ureia e 1.300 toneladas de amônia, fundamentais na produção de fertilizantes.

A reabertura da fábrica está inserida no plano estratégico 2024-2028 da Petrobrás e no Plano Nacional de Fertilizantes. O Brasil, atualmente o quarto maior consumidor mundial de fertilizantes, importa 85% do que consome. Segundo a FUP, a reativação da Fafen-PR, junto com a retomada das Fafens Bahia e Sergipe e a conclusão das obras da Fafen-MS, pode reduzir as importações de fertilizantes para 35%.


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