Na quarta-feira (15/05/2024), a Subcomissão Especial dos Esportes Eletrônicos debateu o papel dos esportes eletrônicos na inclusão social de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A iniciativa é do deputado federal Márcio Marinho (Republicanos), que ressaltou a importância do legislativo diante do crescimento desta modalidade esportiva no Brasil.
Marinho destacou o rápido crescimento dos esportes eletrônicos nos últimos anos, impulsionado pela pandemia, e a necessidade de atenção do parlamento para essa questão.
“A inclusão de crianças e adolescentes é uma discussão necessária. Eu sou um dos deputados que encabeçou a luta por essa causa e pela regulamentação da modalidade, com o marco legal dos games recentemente aprovado e sancionado”, afirmou.
Bárbara Teles, diretora de relações governamentais da Associação Brasileira de Fantasy Sport (ABFS), apresentou estudos internacionais que comprovam os benefícios dos esportes eletrônicos no desenvolvimento psicossocial de crianças e adolescentes.
“Os esportes eletrônicos melhoram a agilidade de raciocínio, imaginação, capacidade de planejamento, concentração e habilidades estratégicas”, explicou Teles.
David Leonardo, diretor de Games e Esportes da Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal, apresentou uma pesquisa local com 2.387 estudantes, onde 90% manifestaram interesse em aulas sobre esportes eletrônicos. Leonardo destacou que essa modalidade pode combater estigmas e promover o desenvolvimento social, citando exemplos de estudantes que superaram a timidez e melhoraram suas habilidades de comunicação através do streaming.
Nicholas Bocchi, da Academia Nacional de Direito Desportivo, falou sobre os direitos e obrigações estabelecidos pelo marco legal dos games e a necessidade de fiscalização.
“É crucial termos critérios mínimos de denúncias nos jogos para garantir um ambiente seguro e legal”, afirmou Bocchi.
O impacto econômico dos esportes eletrônicos também foi discutido. Sergio Medeiros, coordenador pedagógico da Associação Moriá, apresentou dados de um estudo da TechNET Immersive, que avaliou a indústria de videogames em US$ 163,1 bilhões. Medeiros destacou que os esportes eletrônicos superam as indústrias de cinema e música juntas, ressaltando seu potencial econômico significativo.
A audiência pública concluiu que os esportes eletrônicos têm um papel essencial na inclusão social e no desenvolvimento econômico, demandando atenção contínua e regulamentação adequada por parte do legislativo para maximizar seus benefícios e mitigar possíveis riscos.











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